Há 1 ano e meio como chefe do Poder Executivo de Campo Grande, e agora no Partido Progressista, a prefeita Adriane Lopes, mostra firmeza com os planos para a cidade.
Confira a continuação da entrevista com a Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes.
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Como deve ser a reorganização do transporte, alguma prévia?
Sim, algumas iniciativas como mudar a rota de alguns ônibus que circulavam pelo centro e que o percurso precisa ser ampliado. No Nova Lima, na Cônsul Assaf Trad, melhoramos as linhas.
Vamos recapear a Avenida Duque de Caxias, na entrada do Pantanal. Na Avenida Três Barras também vamos melhorar a mobilidade. Acabamos de duplicar a Avenida dos Cafezais, melhorando o acesso para os moradores do entorno. Estamos trabalhando em todos os bairros da cidade.
Vou te dar um exemplo bem simples. Nova Campo Grande, Jardim Carioca. Estamos em fase de implementação do novo acesso ao polo empresarial, com uma ponte remodelada.
Precisamos trazer a tecnologia e inovação, e o parque tecnologico vai contribuir muito com isso. E vamos avançar com os corredores. Muita gente reclamou dos corredores.
Mas, por exemplo, na Rua Brilhante, por exemplo, a viagem já diminuiu 20 minutos. No Corredor da Rui Barbosa, a redução do percurso já é de 8 a 20 minutos.
Quem se utiliza consegue ver a mudança, mas quem está de fora crítica por não ver as razões. Mas nós queremos um projeto moderno na área de mobilidade urbana.
Teremos mais melhorias no transporte?
Provocamos o consórcio na troca dos ônibus, e também provamos o consórcio na modernização do sistema. E acreditamos que em um espaço curto de tempo, teremos uma saída.
Campo Grande, quando se fala de transporte público, fica uma incógnita, e nós precisamos mudar isso. Entendemos que precisamos de tecnologia, de um aplicativo, que mostra a previsibilidade para as linhas, os horários.
E quanto a modernização dos serviços?
Nosso desafio aqui é modernizar. Resposta rápida. Para tirar um habite-se na Capital eram de oito meses a um ano.
Uma fila que tinha mais de 600 processos aguardando. Então trabalhamos para dar uma resposta rápida para o ramo imobiliário.
Fizemos um mutirão de 20 dias, com os servidores e hoje, você entra com um pedido e a resposta sai em 15 dias.
Sobre o centro de Campo Grande. Depois da revitalização da Rua 14 de Julho, o que mais vem sendo feito, já que várias lojas estão fechando na região?
"Para tirar um habite-se na Capital levava de oito meses a um ano, e na fila havia mais de 600 pessoas aguardando (...) fizemos um mutirão durante 20 dias, e hoje, se você entra com um pedido, a resposta sai em 15 dias".
Qual a discussão? O que nós estamos trazendo? Já estive em algumas reuniões agora, recente, menos de um mês com comerciantes do centro lá no centro e aqui no gabinete porque a gente vai para ver a realidade.
E vem para discussão técnica, a gente busca sempre tomar decisões no colegiado, onde a gente erra menos, ouve mais e o que nós estamos pensando em trazer novas moradias para o centro, como o residencial em construção atrás do Centro de Belas Artes, que são 498 apartamentos que serão construídos na área central, é o condomínio para idosos perto do Horto Florestal.
Então, não se trata de baixar preço dos aluguéis ou dos imóveis, embora tenha havido uma supervalorização que tem tornado a atividade comercial impraticável para muitos.
As pessoas foram para os bairros onde tem mais facilidade. Então agora o nosso trabalho é o contrário, é convergir também para o centro, trazendo pessoas para habitarem o centro, buscar novas possibilidades.
Estamos avaliando a possibilidade de levar uma secretaria para o Centro da cidade, para aumentar o movimento.
A Fecomércio vai abrir um restaurante popular ali, para que as pessoas voltem a ir para lá. Hoje estamos trabalhando com várias possibilidades. E também levaremos mais atividades culturais e recreativas para o Centro, por meio da Secretaria de turismo.
E sobre a saúde, que foi apontada, em pesquisa publicada pelo Correio do Estado, como o maior dilema do morador da Capital?
Vamos focar na atenção primária. Campo Grande tem 75% de atenção primária. Outras capitais, não tem a metade disso.
Mas queremos 100% de atenção primária, para baratear os custos de saúde da nossa capital: se eu potencializo o atendimento em uma unidade básica de saúde da família, se ele atende o diabético, o hipertenso, desafogaremos as unidades 24 horas.
Também vamos ter em breve um centro de referência da saúde da mulher e da criança.