Agentes da Polícia Rodoviária Federal apreenderam na noite desta sexta-feira (25) 5.600 quilos de maconha na BR-267, próximo ao perímetro urbano de Bataguassu, região leste do Estado. Com mais esta apreensão, agosto já é o mês com o maior volume de maconha interceptado pela PRF no ano em Mato Grosso do Sul, com 36 toneladas.
O recorde anterior do ano pertencia a junho, quando a PRF reteve 35,6 toneladas. E com as interceptações de agosto, o volume do ano chega a 148,5 toneladas, superando o montante dos oito primeiros meses do ano passado, quando a PRF reteve 112,4 tonelas.
O aumento ocorre após dois anos seguidos de queda nas apreensões, que em 2020 atingiram o pico, com 247,3 toneladas somente nos oito primeiros meses do ano e 390 toneladas durante o ano inteiro. No ano seguinte, em 2021, o total das interceptações recuou para 240 toneladas e em 2022 teve nova queda, para 203 mil quilos.
Historicamente, os recordes mensais de apreensões são registrados nos meses de maio, junho e julho, período considerado como pico da colheira de maconha o Paraguai. Em 2023, por mudança de estratégia do narcotráfico ou por conta de alguma mudança de atuação da PRF, este pico entre as apreensões ocorreu somente em agosto.
A interceptação desta sexta-feira, quando um homem de 35 anos foi flagrado com as 5,6 toneladas de maconha em meio a uma carga de 35 toneladas de milho, pode ser considerada somente mais uma entre as outras sete que ocorreram no mês.
O diferencial de agosto foi a descoberta de 22,4 toneladas no último dia 16 na BR-060, entre Campo Grande e Sidrolândia. Foi a maior apreensão do gênero no ano no país e foi comemorada até pelo ministro da Justiça, Flávio Dino, que nesta segunda-feira passa por Campo Grande para entrega de equipamentos estimados em R$ 121 milhões para reforçar a segurança pública.
Sem contabilizar o valor dos veículos, muitos deles roubados, a PRF estima que as apreensões dos 148,5 mil quios de maconha deste ano tenham gerado prejuízo da ordem de R$ 520 milhões aos traficantes, já que, de acordo com a PRF, eles faturam uma média de R$ 2,1 mil por quilo quando a droga chega aos grandes centros do País.
Para os plantadores e prensadores de maconha, porém, o quilo rende menos de R$ 100, conforme estimativa da Polícia Federal. No Paraguai, ainda de acordo com a Polícia Federal, são cultivados em torno de 7 mil hectares de maconha todos os anos e cerca de 80% é vendido no Brasil.