Sob suspeita de fraude na emissão de títulos eleitorais, a Polícia Federal saiu às ruas de Dourados na manhã desta terça-feira (05), para o cumprimento de mandados de busca e apreensão pela Operação Voto Legal, determinações judiciais essas voltadas para aldeias do município.
Com as investigações voltadas para 43ª e 18ª zonas de Dourados, coincidentemente, esses postos eleitorais em do município funcionam no mesmo prédio, onde votam aproximadamente 169 mil eleitores.
Quando a Justiça Eleitoral constatou que havia títulos de eleitores duplicados, adquiridos com indício de fraude, foram iniciadas as investigações, conforme a Polícia Federal em nota.
Também, a superintendência da PF em Mato Grosso do Sul esclareceu que, ficou evidenciado através das investigações o uso de documentos falsos para que os títulos de eleitores fossem emitidos, configurando delito segundo Código Eleitoral.
Título verdadeiro, informações falsas
Ainda, a superintendência da PF esclarece pontos dos investigados indígenas por conseguirem os documentos por fraude, detalhando que o "título de eleitor" emitido é real.
"Mas os documentos e informações apresentados para a retirada destes apresentam o são falsos", confirma a Polícia Federal.
Em complemento, a PF responde que o real objetivo, assim como se haveria um possível esquema de compensação por fora, só deverá ser respondido através do que for levantado com o material apreendido na manhã desta terça-feira (05).
Conforme dados da última eleição, a 43ª zona compreende 35 postos de votação, sendo 247 seções e 75,892 eleitores. Já a 18ª, possui 45 locais, sendo 311 seções onde votam 93.180 douradenses, aponta levantamento do portal Dourados News.
Essas práticas cometidas também estão previstas em Código Penal, com o crime de inscrever-se fraudulentamente tendo pena que pode chegar até cinco anos de prisão, enquanto a falsificação de documentos públicos apresenta pena de reclusão que varia entre dois a seis anos.