Cidades

VOTO LEGAL

PF combate fraude em títulos eleitorais e cumpre mandados em aldeias

Se somados, crimes investigados, entre utilizar documentos falsos para essa emissão, podem render até 11 anos de prisão

Sob suspeita de fraude na emissão de títulos eleitorais, a Polícia Federal saiu às ruas de Dourados na manhã desta terça-feira (05), para o cumprimento de mandados de busca e apreensão pela Operação Voto Legal, determinações judiciais essas voltadas para aldeias do município. 

Com as investigações voltadas para 43ª e 18ª zonas de Dourados, coincidentemente, esses postos eleitorais em do município funcionam no mesmo prédio, onde votam aproximadamente 169 mil eleitores. 

Quando a Justiça Eleitoral constatou que havia títulos de eleitores duplicados, adquiridos com indício de fraude, foram iniciadas as investigações, conforme a Polícia Federal em nota. 

Também, a superintendência da PF em Mato Grosso do Sul esclareceu que, ficou evidenciado através das investigações o uso de documentos falsos para que os títulos de eleitores fossem emitidos, configurando delito segundo Código Eleitoral.  

Título verdadeiro, informações falsas

Ainda, a superintendência da PF esclarece pontos dos investigados indígenas por conseguirem os documentos por fraude, detalhando que o "título de eleitor" emitido é real. 

"Mas os documentos e informações apresentados para a retirada destes apresentam o são falsos", confirma a Polícia Federal. 

Em complemento, a PF responde que o real objetivo, assim como se haveria um possível esquema de compensação por fora, só deverá ser respondido através do que for levantado com o material apreendido na manhã desta terça-feira (05). 

Conforme dados da última eleição, a 43ª zona compreende 35 postos de votação, sendo 247 seções e 75,892 eleitores. Já a 18ª, possui 45 locais, sendo 311 seções onde votam 93.180 douradenses, aponta levantamento do portal Dourados News. 

Essas práticas cometidas também estão previstas em Código Penal, com o crime de inscrever-se fraudulentamente tendo pena que pode chegar até cinco anos de prisão, enquanto a falsificação de documentos públicos apresenta pena de reclusão que varia entre dois a seis anos.

 

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