Quem estava na Capital no fim da tarde de ontem (13) se assustou com a neblina formada nesta quarta-feira, situação que atrapalhou inclusive alguns pousos no Aeroporto Internacional de Campo Grande, que vinham de São Paulo, Brasília e Curitiba.
Na manhã desta quinta-feira (14), o supervisor da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) em Campo Grande detalhou que duas aeronaves da Latam, que partiram por volta de 22h40 de Brasília e Congonhas (SP) em direção à Capital, não conseguiram pousar no aeroporto.
Decolagens desta quinta (14) não foram afetadas. Foto: M.VCom isso, as duas aeronaves da Latam precisaram voltar aos respectivos pontos de partida, situação semelhante ao que aconteceu com o voo da Azul, que partiu de Curitiba por volta de 00h30, mas também teve o pouso inicialmente prejudicado.
Ainda assim, a supervisão da Infraero reforça que, apesar disso, as aeronaves concluíram posteriormente esse pouso, sem que esses empecilhos prejudicassem as decolagens que aconteceram na manhã desta quinta-feira (14) em Campo Grande.
Queda brusca
Meteorologista do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), Vinicius Sperling explica as condições que levam ao estado de pouco visibilidade observado nesta quinta-feira (13).
Cabe apontar que, a previsão semanal do Cemtec já apontava para tempo instável entre terça (12) e quinta-feira (14), com probabilidade para ocorrência de chuvas e tempestades com raios, rajadas de vento e eventual queda de granizo.
Ele diz que, devido ao calor registrado anteriormente, a superfície do solo estava quente e, com uma queda acentuada na temperatura causada pela chegada de uma frente fria, esse resfriamento rápido condensa o vapor da água junto ao solo.
"Em torno das 19h, a visibilidade era de 10 km. Já às 19h49 o aeroporto lançou um código espécie que a visibilidade caiu desse patamar para 500 metros então, sim, se configurou um nevoeiro", afirma o meteorologista.
Ainda, ele esclarece a diferença entre neblina e nevoeiro, que se distinguem justamente pelo alcance da visibilidade horizontal, com o primeiro permitindo uma visão para além de um quilômetro, enquanto quando há névoa esse alcance fica menor que 1km.
Ele ainda cita as oscilações quanto à visibilidade, que às 20h15 caiu para 300 metros, subindo para quatro mil metros cerca de quinze minutos depois.
"Durante a madrugada, a visibilidade também oscilou em torno de 200 a 300 metros e persistiu por alguns momentos. Foram lançados alguns códigos especiais e voltou a ter uma visibilidade maior, a partir de 4.000, 6.000 metros depois das 6 da manhã".
Por fim, essa visibilidade foi crescendo gradualmente no início da manhã, atingindo a casa de 10 km de visibilidade por volta de 10h15 desta quinta-feira.