Cidades

bacia de amortecimento

Após 10 anos, "piscinão" finalmente deve ser concluído na Capital

Espera-se que o lago do Parque das Nações Indígenas não enfrente mais processo de erosão e transbordamento, que provoca o alagamento das avenidas Via Park e Afonso Pena

Valesca Consolaro

01/11/2023 - 12h16

A bacia de amortecimento que ajudará a evitar alagamentos na região do Parque das Nações Indígenas, também conhecida como “piscinão”, deve ser concluída em dezembro, afirma a prefeitura, após quase 10 anos do projeto em andamento. 

Segundo a prefeitura de Campo Grande, atualmente, mais de 25 operários, três escavadeiras, rolo compactador e quatro caminhões trabalham todos os dias em ritmo acelerado para concluir até dezembro deste ano a bacia de amortecimento do córrego Reveilleau. 

O córrego fica localizado próximo às avenidas Mato Grosso e Hiroshima, vias de acesso ao Parque dos Poderes e bairros como Carandá Bosque, Mata do Jacinto. 

Com a finalização da obra, espera-se que o lago do Parque das Nações Indígenas não enfrente, como nos anos anteriores, processo de erosão e transbordamento, que provocava o alagamento das avenidas Via Park e Afonso Pena.

A obra conta com investimento de R$ 5,5 milhões do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). 

Como será a bacia 

A bacia de amortecimento do córrego Reveilleau é a maior obra de prevenção a inundações já construída em Campo Grande, afirma a prefeitura. 

Ela está sendo construída com telas e pedras, ficando menos suscetível a processos de erosão e desmoronamento. 

Com muros de até 4 metros de altura, ela foi planejada para regular o fluxo de águas pluviais que vão em direção aos lagos do Parque das Nações Indígenas, vindos de bairros localizados acima da bacia, como Carandá Bosque, Mata do Jacinto, Danúbio Azul e Vila Nascente. A bacia de amortecimento (também conhecida como bacia de contenção) do córrego Reveilleau terá capacidade para reter até 40 mil metros cúbicos de água da chuva.

No final de 2019, como medida complementar e preventiva ao desassoreamento dos lagos do Parque das Nações Indígenas, a prefeitura concluiu o desassoreamento das nascentes do Córrego Reveilleau, nos altos da Avenida Mato Grosso. 

À época, foram retirados aproximadamente 4 mil metros cúbicos de areia, em uma operação que mobilizou duas máquinas retroescavadeiras e 8 caminhões. 

As águas do Reveilleau desaguam no Prosa e Joaquim Português, formando o lago do Parque das Nações Indígenas.

Segundo o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Domingos Sahib Neto, a obra da bacia de amortecimento é mais uma medida fundamental para enfrentar o crônico problema de enchentes em pontos críticos da cidade.

“As bacias de amortecimento são reservatórios desenvolvidos para armazenar temporariamente a água das chuvas, liberadas gradualmente. A medida impede o assoreamento e consequentemente, melhora a qualidade da água”, afirma.

Problema antigo 

Em 2011, o lago do Parque das Nações Indígenas passou por uma revitalização completa, que precisou ser repetida em 2014. 

Nas duas ocasiões, a retirada da areia na barragem ao lado do lago principal foi feita com a ajuda de caminhões basculantes, uma retroescavadeira e uma draga – máquina para retirar areia e lodo do fundo dos rios.  

As ações do último projeto, que custou cerca de R$ 1,5 milhão, incluíam desassoreamento do lago de contenção, drenagem, reforma do gradeamento, quiosques, banheiros, quadras, rede elétrica e iluminação do parque.

Em 2019, o local voltou a ficar assoreado, com largas faixas de bancos de areia.

Em junho do mesmo ano, foram iniciadas obras para impedir que sedimentos continuem sendo carregados ao local e ações de desassoreamento nos dois lagos.  

À época, as intervenções foram realizadas pelo Governo do Estado, em parceria com a Prefeitura de Campo Grande. 

No projeto, estavam previstas: construção do ‘piscinão’ no córrego Reveilleau, substituída pela bacia de amortecimento; obras de controle de erosão e a recomposição vegetal das margens do córrego Joaquim Português; além da implantação de uma comporta de regulação do nível do lago. (Glaucea Vaccari colaborou). 

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