Entre os projetos encaminhados pela Prefeitura de Campo Grande ao governo federal visando captar recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC Mobilidade) está o pedido de R$ 50 milhões para a criação de corredores seguros para pedestres e ciclistas, com o objetivo de fazer uma interligação entre órgãos públicos e terminais de transporte coletivo. Ao todo, seriam construídos cerca de 16 km de calçadas e 14 km de ciclovias.
Segundo a prefeitura, a intenção do projeto é “fazer a interligação dos terminais de ônibus com os equipamentos públicos [saúde, educação e lazer] e a qualificação de vias para mobilidade ativa, com melhorias de acessibilidade e circulação de pedestres e ciclistas”.
Em nota, a prefeitura elencou os pontos que estão contemplados no projeto. A maioria envolve a requalificação de calçadas, para viabilizar a criação de rotas acessíveis para deslocamento de pedestres a partir dos terminais para locais de saúde e educação.
“No Terminal General Osório, a rota acessível interligará a Escola Estadual Professor Henrique Ciryllo Corrêa e a Escola Estadual Maria Eliza Bocayuva Corrêa da Costa; no Terminal Guaicurus, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário e a Unidade Básica de Saúde (UBS) Alves Pereira; no Terminal Hércules Maymone, a rota interligará o Centro Educacional Professor Hércules Maymone, a Escola Estadual Professor Arassuay Gomes de Castro, o Centro de Convivência do Idoso Vovó Ziza, o Centro Educacional Ezequiel Ferreira Lima e o Centro de Atendimento ao Deficiente da Audiocomunicação”.
As rotas para pedestres serão implementadas em oito terminais da Capital: General Osório, Guaicurus, Hércules Maymone, Júlio de Castilho, Moreninhas, Nova Bahia, Aero Rancho e Bandeirantes, que serão interligados com prédios públicos municipais.
A requalificação dessas calçadas será feita em um raio de até dois quilômetros no entorno dos terminais, com rotas que atendam locais públicos de grande aglomeração de pessoas.
Além disso, a nota também informa que o projeto prevê a instalação de 500 abrigos de ônibus, que dependerá do tamanho das calçadas, sendo consideradas viáveis as que têm mais de 3,5 metros de largura, pois o abrigo possui 2 metros por 3,5 metros e inclui assento e local sinalizado para pessoas com deficiência.
“A proposta inclui ainda cerca de 14 km de extensão de ciclovias e a instalação de uma passarela em frente ao estádio Morenão”, finaliza a prefeitura.
Não foram enviados pedidos de intervenções em vias, apenas nas calçadas.Além desse projeto, a prefeitura ainda solicitou R$ 500 mil para a contratação de empresa especializada em elaboração de projeto de engenharia para a construção de terminal de ônibus no Bairro Tiradentes.
A ideia para um terminal do transporte coletivo na região não é nova. Em 2012, quando o PAC Mobilidade foi lançado, a prefeitura havia enviado projeto para que o terminal fosse construído, mas ele nunca saiu do papel.
Na época, o terminal do Tiradentes seria construído na Avenida Ministro João Arinos, esquina com a Rua Cacildo Arantes. Ele teria 1.716 m² e custo estimado em R$ 3,3 milhões. O valor ainda será analisado, já que um novo projeto será feito a partir dos R$ 500 mil.
NOVO PAC
Segundo a Prefeitura de Campo Grande, ao todo, foram submetidas 39 propostas de projetos de novas obras para a cidade no edital do Novo PAC Seleções, do governo federal. A lista ainda precisa de aprovação da União.
Dos projetos inscritos antes de o governo federal prorrogar o prazo, o montante era de R$ 506,8 milhões. Além de 37 projetos municipais, há outras duas propostas em parceria com o governo de Mato Grosso do Sul, no valor de R$ 4 milhões.
As propostas enviadas pela prefeitura à União contemplam as áreas de infraestrutura, educação, saúde, assistência social e cultura, distribuídas em todas as regiões de Campo Grande, conforme a assessoria do Executivo municipal.
