Cidades

Operação Turn Off

Governo de Mato Grosso do Sul exonera servidores envolvidos em esquema de corrupção

Além dos secretários, o nome das servidoras foram divulgados no Diário Oficial do governo

João Gabriel Vilalba

30/11/2023 - 15h00

As exonerações do secretário adjunto da Casa Civil, Flávio da Costa Brito Neto, e do adjunto da Educação, Edio Antônio Resende de Castro Bloch, foram publicadas no Diário Oficial na manhã de hoje (30), junto com outros servidores após participarem de um esquema de corrupção. O anúncio foi antecipado ontem (29), por meio de nota oficial emitida pelo Governo de Mato de Grosso do Sul.  

Conforme o Correio do Estado publicou na tarde de ontem (29), Edio Antônio Resende foi preso na Operação Turn Off do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crimes Organizado) e Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção). Ainda na manhã de ontem (29), Flávio Brito foi alvo de busca e apreensão. Durante a operação, foi intimado a comparecer na sede do Gaeco, para prestar depoimento.    

De acordo com a lista de exonerações publicada no Diário Oficial, aparecem os nomes de Simone de Oliveira Ramirez Castro, técnica do pregão de licitações do Estado, e Andrea Cristina Souza Lima, comissionada da Secretaria Estadual de Educação. As duas mulheres foram presas também ontem, durante a operação.  

O nome de Márcia Barbosa Borges, que até ontem, não aparecia na lista dos envolvidos, foi exonerada do cargo. Conforme as investigações do Gaeco, Márcia teria orientado um empresário que é suspeito de participar de uma quadrilha de fraudadores e também de seguir procedimentos licitatórios.  

 


Ares-condicionados comprados em valores subfaturados 


Conforme apurado pela reportagem do Correio do Estado, a compra de ares-condicionados bem acima do valor acendeu o alerta e a descoberta da corrupção. A Operação “Turn Off” levou sete pessoas para cadeia, entre elas os secretários-adjuntos da SED (Secretaria de Estado de Educação) e da Casa Civil.

Conforme a apuração do Gaeco, as investigações iniciaram na compra de aparelhos de 18.000 BTUs que saíram nos valores, muito acima do que é cobrado no mercado.  

Conforme o documento do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), interliga a participação dos irmãos Lucas de Andrade Coutinho e Sérgio Duarte Coutinho Júnior. Eles com a ajuda de servidores públicos, conseguiam vender as licitações com produtos subfaturados.

Ainda conforme o documento, os ares-condicionados eram comprados e enviados às APAEs dos municípios de Corguinho, Rochedo e Itaporã.   

 

 

Esquema de corrupção na Educação, na Saúde e até na Apae leva 8 para a cadeia

Esquema de corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações e contratos públicos que funcionava em três secretarias do governo de Mato Grosso do Sul e em pelo menos três prefeituras do interior foi revelado ontem em operação desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc). Ao todo, oito pessoas foram presas.

O destaque é para os operadores do esquema, os irmãos Lucas de Andrade Coutinho e Sérgio Duarte Coutinho Júnior, e para os servidores Simone de Oliveira Ramires Castro, pregoeira-chefe da Secretaria de Estado de Administração (SAD) e do superior dela no ano passado e atual secretário-adjunto de Educação, Édio Antônio Resende de Castro.

Também estão presos Andreia Cristina Souza Lima, Paulo Henrique Muleta Andrade, Thiago Haruo Mishima e Victor Leite de Andrade. O esquema investigado têm ao todo R$ 68 milhões em contratos e convênios ativos com o governo de Mato Grosso do Sul.

Enquanto os empresários eram favorecidos por licitações fraudulentas, Simone e Édio usavam seus postos no governo do Estado, ainda na gestão de Reinaldo Azambuja (PSDB), em 2022, para favorecer a vitória dessas empresas nas concorrências públicas. 

 

*Colaborações de Eduardo Miranda e Judson Marinho

 

*Material atualizado ás 15h30

 

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