Problema de falta de acessibilidade presente na rotatória da avenida Mascarenhas de Moraes com a Rua 14 de julho está prestes a ser resolvido, já que a mureta que bloqueia a passagem para quem segue pela faixa de pedestre deverá ser cortada no intervalo de até 30 dias.
Há tempos a faixa de pedestre que cruza a Mascarenhas "termina" bruscamente em frente a uma mureta, o que dificulta a passagem de cadeirantes ou pessoas com mobilidade reduzida, que precisam contornar a esquina pela mesma rotatória que os carros transitam.
Mariano, 66 anos, precisa contornar o trecho fora da faixa. Foto: M.VMariano Riquelme, de 66 anos, é uma dessas pessoas que usam o caminho com frequência, já que possui parentes que moram próximo à região do bairro Seminário.
Ele explica a dificuldade que enfrenta há tempos, já que justamente o trecho de contorno da mureta faz parte do caminho da casa de sua tia até o ponto de ônibus em que ele embarca na linha General Osório.
"Tem que ficar de olho, que toda vida foi assim. Tem que colocar o sinaleiro, porque é muito perigosa... não tenho nem ideia de quando vai resolver", pontua o transeunte.
Além dele, funcionário do posto de gasolina indicam que há tempos foi implantada essa faixa que termina subitamente, sendo inclusive retocada desde então.
Os trabalhadores revelam que não é raro a rotatória ser palco de acidentes e narram diversos acontecimentos e batidas que presenciaram.
"Quando fazem a rotatória [quem sobe pela Mascarenhas], acabam não parando porque acham que é direto, aí quem está no meio do contorno precisa frear e é quando acontecem os acidentes", indica o trabalhador que preferiu não se identificar.
Inclusive, os funcionários apontam que é comum esses acidentes acontecerem envolvendo carros; caminhões e até motocicletas.
"Outra vez o cara bateu, disse para o outro encostar no posto para conversarem e quando esse embicou o carro o que acertou acabou acelerando e fugiu. É preciso alguma lombada ou semáforo para evitar esses acidentes", indicam.
Incômodo e solução
Importante ressaltar que, durante todo o ano letivo, o trecho tem um fluxo intenso de veículos e pedestres, já que além da Fundação para o Estudo e Tratamento das Deformidades Craniofaciais (FUNCRAF) ficar justamente na esquina da mureta, distante cerca de 300 metros há também a Escola Municipal João de Paula Ribeiro.
"Volta e meia precisamos buscar o filho do dono na escola, e é bastante caótico. Como não tem sinalização, os carros não param próximo à faixa de pedestres e se estiverem sem um adulto fica bem difícil as crianças cruzaram nesse trecho aqui", comenta o funcionário do posto.
Em resposta através do Executivo Municipal, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito afirma que o local tem acessibilidade adequada, porém indica um serviço de adequação marcado para acontecer em até 30 dias.
"O ponto é todo sinalizado, garantindo a acessibilidade dos pedestres em todos os cruzamentos. Na esquina onde está localizado a Funcraf será feito um recorte na mureta para melhorar o acesso dos pedestres a faixa de travessia", sinaliza.
Como prazo, a Agetran indica que o serviço atenderá o cronograma de serviços da Agência, sendo executado em até 30 dias.