Cidades

Sobrecarregados!

HRMS: Entenda como como onze funcionários de atestado paralisaram um hospital com 2 mil servidores

De acordo com o sindicalista, o governo garantiu até sexta-feira a abertura de um edital para concursos públicos na área da saúde.

João Gabriel Vilalba

16/01/2024 - 15h43

O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) continua com a suspensão das cirurgias eletivas e a restrição de visitas até o próximo final de semana. Nesses últimos dias, foram 11 atestados médicos apresentados de covid, acarretando uma sobrecarga nos atendimentos na unidade de saúde. 

De acordo com o vice- presidente do Sintts (Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social), Ricardo Bueno, o número de casos não é alto, porém o hospital passa por um déficit de funcionários, o que acarretou reclamações e a falta de servidores para outros atendimentos. 

"Hoje o hospital apresenta 2100 funcionários. Um enfermeiro e 10 auxiliares técnicos estão afastados por causa da covid. O problema não é o surto de covid e sim a falta de servidores e abertura de novos concursos públicos", explicou.     

Para a reportagem do Correio do Estado, Bueno relatou que o governo de Mato Grosso do Sul desde de 2014 não abre editais para novas vagas na saúde.

"Desde do governo de Reinaldo Azambuja tem se falado em abertura de novos concursos. Ano passado, o Riedel autorizou novamente, mas o projeto não saiu do papel. O problema do hospital não é o surto e covid e sim a falta de funcionários. Os enfermeiros estão sobrecarregados e doentes, se tivesémos uma lista de espera, poderiámos chamar os aprovados para trabalhar na escala dos que estão infectados com a covid", relatou.

Bueno ainda relatou que o problema pode piorar, caso o governo não agilize a abertura de novas vagas. "Depois que os casos de covid explodiu, me garantiram que até sexta-feira devem abrir um edital para concurso público de 280 vagas. Isto é muito pouco. Para que não ocorra nenhum problema de sobrecarregamento nos atendimentos, temos um déficit de 500 funcionários", explicou o vice-presidente da Sintts. 

 

Hospital Regional suspende cirurgias devido à surto de Covid-19

O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul tomou uma série de medidas, como suspensão de cirurgias eletivas, devido a um surto de Covid-19 entre funcionários na unidade. 

Em nota, o hospital informa que houve uma "recente elevação no número de colaboradores com atestado médico", sendo muitos por Covid.

Desta forma, algumas medidas foram adotadas, por recomendação do Núcleo de Vigilância Epidemiológica do hospital, como forma de evitar a transmissão de infecções.

Segundo o Regional, as medidas adotadas foram:

  •  
  • Suspensão temporária de cirurgias eletivas a partir de 15 de janeiro com previsão de retomada após 5 dias;
  • Limitação de apenas uma visita por paciente;
  • Uso obrigatório de máscaras;

Com o fim do período de restrições, o atendimento voltará à normalidade.


Covid-19
Conforme o último boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) no dia 9 de janeiro, na primeira semana de 2024, foram registrados 275 casos e seis óbitos por Covid-19 em Mato Grosso do Sul.

Os casos novos ocorreram em 31 municípios e Campo Grande foi responsável pela maior parte das ocorrências, com 101 notificações, seguida por Dourados (24), Jardim (18) e Antônio João (13).

Já as mortes foram de pacientes em Campo Grande duas pessoas de 73 e 84 anos , Bataguassu, Maracaju, Jardim e Ivinhema.

Desde 1º de janeiro de 2024, a vacina contra a Covid-19 foi incluída pelo Ministério da Saúde ao Calendário Nacional de Vacinação, ou seja, assim como outros imunizantes, as doses passam a serem disponibilizadas todos os anos para grupos específicos.

Entre o público-alvo estão as gestantes e puérperas, bebês a partir de seis meses, crianças até 5 anos, imunossuprimidos e idosos. 

Conforme a SES, as vacinas contra Covid-19 estão disponíveis nos 79 municípios do estado. 

 

 

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use a fachada da Sesau na capa e mantenha a foto de Papy com Dr. Victor Rocha no meio da reportagem, próximo ao trecho sobre o ofício enviado à Prefeitura. Foto: Arquivo Correio do Estado.

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