A Prefeitura de Campo Grande promete soltar um pacote de relicitações até o mês que vem. Entre as obras que farão parte desse processo estão os corredores de ônibus das avenidas Marechal Deodoro e Bandeirantes, um dos trechos de revitalização da Avenida Ernesto Geisel e o Centro de Belas Artes.
De acordo com o titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Marcelo Miglioli, seis obras fazem parte desse pacote, com destaque para os corredores de ônibus.
“Nós temos seis obras que estamos relicitando, ou seja, obras que já foram licitadas e por algum motivo não foi executado o contrato e houve a rescisão. O trecho da Avenida Ernesto Geisel, que é o chamado lote 2, em que foi feita uma parte, está entre elas. Nós também estamos relicitando os corredores de ônibus das avenidas Calógeras, Marechal Deodoro e Gunter Hans. Estamos relicitando dois lotes no Bairro Nova Lima, que é o Nova Lima C1 e o Nova Lima D. E estamos fazendo o mesmo processo nas obras de infraestrutura no Centro de Belas Artes”, explicou o secretário em entrevista ao Correio do Estado.
Ainda segundo Miglioli, outras obras também devem entrar no cronograma de licitação, porém, segundo ele, de novas licitações.
“Estamos licitando o complemento dos corredores da Avenida Bandeirantes e da Rua Bahia, que são os terminais de embarque que estão faltando”, afirmou.
O secretário ainda afirmou que, no caso da revitalização das margens da Avenida Ernesto Geisel e também da obra do Centro de Belas Artes, a previsão é de que a relicitação seja publicada até o dia 15 de fevereiro.
AVENIDA ERNESTO GEISEL
O trecho a ser relicitado pela prefeitura é referente ao lote dois – que vai da Rua da Abolição até a Rua Bom Sucesso – e foi abandonado pela empresa que venceu a primeira licitação, a Dreno Engenharia, porque o custo da obra era maior do que o valor firmado em convênio com a Prefeitura de Campo Grande, assinado em 2018.
A prefeitura tentou relicitar esse mesmo trecho no ano passado, porém, nenhuma empresa se interessou pela obra, que tinha valor máximo de R$ 19,7 milhões.
“Nós estamos terminando de concluir [a planilha de custos]. Nós pedimos para que a nossa equipe fizesse uma revisão no projeto e uma atualização de preço, porque ele ficou deserto na última licitação. Então, a gente está em fase final, acredito que logo no início do mês nós já vamos estar publicando. A ideia é até o dia 15 de fevereiro a gente estar publicando essa licitação”, afirmou Miglioli.
Conforme o memorial descritivo do projeto, que constou no edital da relicitação do ano passado, deverá ser feito reforço da fundação da ponte na Rua do Aquário.
Entre as intervenções que devem ser realizadas no local estão a conclusão de obras de contenção, a recuperação e a adequação da seção hidráulica do rio, com obras de estabilização das margens, recuperação do pavimento, recuperação e implantação de acessibilidade e recuperação da microdrenagem (poços de visita, bocas de lobo, dissipadores de energia, meios-fios e sarjetas).
No fim de 2022, o governo do Estado destinou R$ 9,1 milhões para complementar os R$ 18,4 milhões restantes do saldo de convênio feito pela prefeitura com a Caixa Econômica Federal e que ainda não haviam sido utilizados.
As obras no local estão paralisadas desde 2021, quando a empreiteira responsável desistiu do contrato. Segundo a prefeitura, a pandemia de Covid-19 e o aumento no preço dos materiais de construção foram responsáveis pela defasagem do contrato.
Na época, a empresa ficou responsável por construir um paredão de contenção ao longo do Rio Anhanduí e por fazer a construção de bocas de lobo nas pistas marginais e uma ciclovia na avenida.
A obra deveria ter sido concluída há pelo menos quatro anos, mas atrasos nos repasses realizados pelo governo federal deixaram a revitalização da avenida ainda mais demorada.
CENTRO DE BELAS ARTES
No caso do Centro de Belas Artes, ele está em construção há 32 anos e ainda não há previsão para ser concluído. A nova licitação será referente a apenas 28% do espaço total, que conta com 13 mil m².
De acordo com a Sisep, estão sendo realizadas atualizações no projeto para a nova licitação ser lançada.
“O Centro de Belas Artes é uma obra emblemática, complicada e que precisa de uma resposta. Quando eu cheguei aqui na secretaria, nós tínhamos um contrato em execução, eu chamei a empresa e, por vários motivos, entendeu-se que não era possível continuar aquele contrato, e aí optou-se por uma rescisão e nós estamos trabalhando no projeto para que a gente possa refazer uma licitação”, explicou Miglioli.
“Nós estamos olhando com muita atenção para a questão do projeto, porque o Belas Artes é um projeto maior, é uma área de 13 mil metros quadrados de construção. Desses 13 mil m², nós estamos fazendo a obra em 4.500 m². Então, você tem que fazer uma separação do projeto, e isso não é tão simples. Nós colocamos uma equipe em tempo integral só para cuidar do Belas Artes e nós acreditamos que logo no começo de fevereiro estaremos publicando essa licitação”, completou o secretário.
Conforme a Sisep, no decorrer de três décadas, já foram empenhados R$ 8 milhões na construção da estrutura.
No entanto, levando em conta o tempo em que as obras se arrastam, o valor investido pode ser muito maior.