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Em meio à polêmica em São Paulo, letalidade policial cai 40% em MS

No primeiro bimestre do ano, foram registradas 15 mortes por confronto com agentes do estado em MS, ante 25 no mesmo período do ano passado

Valesca Consolaro

02/03/2024 - 10h45

Em meio ao ocorrido das 39 mortes em confronto policial, na Baixada Santista, litoral do estado de São Paulo, Mato Grosso do Sul registra queda de 40% na letalidade policial no primeiro bimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. 

Nos dois primeiros meses deste ano, foram registradas 15 mortes por confronto com agentes do estado em MS, enquanto, em janeiro e fevereiro de 2023, foram registradas 25 mortes. 

Se comparar os dados de janeiro e fevereiro de 2024 com os dois últimos meses de 2023, vê-se uma queda mais significativa ainda, de 53%, período em que houve 36 mortes.

Os dados são do mapa de estatísticas com informações do  Sistema Integrado de Gestão Operacional (Sigo), divulgados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). 

Vê-se, na série histórica de dados da Sejusp, que 2023 foi o ano com o maior registro de letalidade policial no Estado, chegando a 131 mortes. Confira os dados de cada ano abaixo:

Reprodução/Sejusp 

A queda da letalidade policial chama atenção, principalmente em meio ao caso da Baixada Santista, em que chega a 39 o número de pessoas mortas por policiais militares. 

As mortes ocorreram em supostos confrontos com a polícia desde o dia 2 de fevereiro, quando o policial militar Samuel Wesley Cosmo foi morto em Santos, durante patrulhamento. 

Na ocasião, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que as polícias Civil e Militar se mobilizaram para localizar e prender os envolvidos no crime.

Nos primeiros dois meses do ano, a Baixada Santista somou 52 mortes em decorrência de intervenção policial, apontam os dados de um levantamento do Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial (Gaesp), do Ministério Público de São Paulo (MPSP). No mesmo período do ano passado, foram dez mortes.

Em nota a SSP informou estar investigando. “Todos os casos de mortes em confronto são rigorosamente investigados pela Polícia Civil e Militar, com acompanhamento do Ministério Público e Poder Judiciário”.

*Com informações de Agência Brasil. 

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