Cidades

CALOR CONSTANTE

Maior chance de chuva deste domingo (17) não freia onda de calor em MS

Ainda que início de semana dominical tenha mais probabilidade de chover que nos dias anteriores, termômetros alertam para os cuidados inclusive em ambiente escolar

Se comparado com dias anteriores, este domingo (17) aparece com maior probabilidade de chuva, o que não deve frear as altas temperaturas trazidas pela onda de calor que atinge Mato Grosso do Sul, e deve durar pelo menos mais dois meses, segundo a previsão meteorológica. 

Dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) de hoje (17), mostram termômetros que variam entre 24 e 34 °C na Capital. Dourados tem a previsão de um dia ainda mais quente, com as temperaturas oscilando entre 25 e 37 °C. 

Ainda, mais ao leste de Mato Grosso do Sul, o município de Iguatemi indica um domingo em que os termômetros atingem máxima de 36 °C, enquanto, para o lado da fronteira paraguaia, Ponta Porã tem temperaturas que devem variar entre 24 e 34°C. 

Confira abaixo a previsão para este domingo em Mato Grosso do Sul: 

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Calor acima da média

Vale lembrar que, ainda na sexta-feira (15) os campo-grandenses tiveram um alívio momentâneo do calor extremo causado pelas altas temperaturas, que batiam 35,6 °C assim que o tempo começou a fechar na Capital. 

Porém, entre o período que se estende até o mês de maio, as condições do clima tendem a dar sequência aos dias quentes e secos, semelhante ao registrado em fevereiro, quando 34 dos 79 municípios registraram chuvas abaixo da média. 

Essa tendência entre março, abril e maio deve ter exceção para as regiões mais ao sul e, cabe ressaltar que, passado esse trimestre específico, até meados de junho o fenômeno El Niño perde influência e dá lugar à La Niña. 

Há cerca de nove meses o El Niño passou a mostrar suas características, influenciando o tempo e o clima, mas já mostra um enfraquecimento, conforme boletins do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) deste mês de março, saltando da intensidade "moderada" para "fraca". 

Importante esclarecer que, o La Niña se caracteriza por um resfriamento da água superficial do Oceano Pacífico Equatorial, aliado às mudanças na circulação atmosférica tropical, que afeta tanto o padrão dos ventos, quanto à pressão e a precipitação. 

Ou seja, para o trimestre entre junho, julho e agosto, como indica relatório da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), deve haver uma menor ocorrência de chuvas principalmente na região Sul do País, com o norte sendo mais chuvoso. 

Nesse sentido de onda de calor em Mato Grosso do Sul, a própria Secretaria de Estado de Educação (SED), frisou orientações que reforçam o bem-estar dos estudantes da Rede, principalmente a suspensão de exercícios físicos e exposição ao sol entre 10h e 16h. 

Além disso, as orientações estabelecem: 

  • Ajuste de atividades físicas para não exigirem muito movimento e gerem desidratação;
  • Pedido aos professores e alunos levarem garrafas de água e a não proibição do reabastecimento, caso haja necessidade de reposição.
  • Oferecimento de refeições mais leves, com preferência a alimentos naturais e com bastante água na composição;
  • Encaminhamento de aluno ou servidor para um local com boa ventilação caso passe mal devido ao calor. Se necessário, a instituição poderá entrar em contato com pais ou responsáveis do aluno para acompanhamento até a unidade de saúde mais próxima.

 

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