Cidades

Paralisação-Obras

Ponte sobre o rio Paraguai será interditada hoje para execução de obras

O tráfego sobre a ponte será totalmente interrompido, a partir das 17h deste sábado (13) por 12 horas, o tempo de "cura" do concreto, conforme estimativa da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos

Laura Brasil

13/04/2024 - 13h30

A ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, que passa por reparos estruturais, será interditada neste sábado (13), por aproximadamente 12h para a concretagem abaixo do pilar 2, onde chegou a ser instalada por um período uma rampa metálica (que funcionou como uma ponte suspensa) para que o tráfego não fosse totalmente interditado e posteriormente um quick deck.

A interdição ocorrerá a partir das 17h e a liberação será em torno de 5h deste domingo (14). O diretor da Agesul, Mauro Azambuja Rondon, explicou à reportagem do Correio do Estado, ainda em janeiro, que a interdição é necessária para evitar trepidações da pista, o tempo para a "cura" do concreto, que se não for feita deste modo pode ocasionar fissuras e até prejudicar a aderência na ferragem.

"Por se tratar de uma obra de grande porte, com muitos detalhes técnicos, os serviços até o momento estão sendo feitos de forma a não causar transtornos aos usuários, às indústrias e empresas que utilizam a ponte para escoar sua produção. Neste momento pedimos a compreensão da população, principalmente por conta desse curto período de interdição temporária. Se programem com antecedência", pontuou o secretário de infraestrutura e logística, Helio Peluffo. 

 

Quick Deck

 

Saul Schramm/Governo do Estado

Com auxílio de alpinistas industriais, no dia 27 de março, montaram uma plataforma suspensa chamada de "Quick Deck" embaixo do pilar 2, que permitiu que os operários realizassem a instalação de novas placas de aço e concretagem. 

 

 

A conclusão dessa etapa, segundo Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) ocorre dentro do prazo que estava estimado para a primeira quinzena de abril. 

Os próximos reparos serão nos pilares 24 e 27, igual ao que está sendo executado no local atual, no entanto, por ser em pontos próximos ao solo, a Agesul informou que não haverá a necessidade da instalação da rampa metálica. 

Até o momento foram feitos serviços de travamento das barreiras de New Jersey (nas duas laterais da ponte), demolição da laje e colocação da nova armação no ponto 2, instalação de placas metálica, amarração das ferragens para receber neste sábado a concretagem.

Como ainda há mais pontos onde serão necessários a utilização da estrutura metálica, para agilizar a obra outra será enviada para a ponte.

"As rampas metálicas são necessárias para garantir a passagem dos veículos na ponte nos pontos que estão nas ferragens aparentes e que receberão a concretagem. Na próxima semana teremos a instalação de mais uma ponte metálica para que os serviços sejam feitos em dois pontos ao mesmo tempo", explicou a Agesul.

Ponto em que será feita a concretagem

A estrutura metálica trata-se de uma de rampa, de 17 toneladas, montada em São Paulo, que suporta o peso de 70 toneladas das carretas com minérios sem que elas encostem no concreto. Com a nova rampa será possível executar o serviço em dois pontos ao mesmo tempo. 

 

 

 

Um comunicado da Agesul informou a interdição temporária a empresas de transporte de minério, órgãos estaduais e federais assim como a prefeitura de Corumbá e Ladário, forças das polícias Rodoviária Federal e Militar, Corpo de Bombeiros, DNIT, Ministério Público Estadual, Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Rodoviário de Corumbá e Ladário, e Marinha Brasileira.

A única exceção durante o período de interdição será em caráter emergencial de extrema necessidade, como ambulâncias que serão acompanhadas por veículos de apoio durante a travessia pela garantia da segurança e com todo suporte necessário.

Alternativas


A alternativa para quem quiser ou precisar sair, ou chegar a Corumbá e Ladário terá de utilizar a chamada Estrada Parque, um trecho de cerca de 120 quilômetros por rodovia sem asfalto, fazendo a travessia do Rio Paraguai pela balsa no Porto da Manga. Essa alternativa, porém, é inviável para os bi-trens que transportam minérios.

 

** Colaborou Neri Kaspary e Alanis Netto

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