Cidades

"Discurso do Ódio"

Supremo combate milícias digitais em MS com buscas e intimação pela PF

Relatório final da CPMI do 8 janeiro, incluído por Moraes na investigação, marcou o indiciamento de 61 pessoas, dentre as quais estavam Jair Bolsonaro

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), Dourados e Ponta Porã receberam agentes da Polícia Federal nas ruas na manhã desta terça-feira (30), em ação de combate a diversos crimes ligados às chamadas "milícias digitais". 

Batizada de "Operação Discurso do Ódio", os crimes investigados na atuação dessas milícias são tipificados em: 

  • Injúria, 
  • Difamação e 
  • Organização criminosa

Informações da PF apontam que as investigações começaram após uma série de ofensas pessoais voltadas a agentes públicos, por conta simplesmente do desempenho de suas funções. 

Com a Polícia Federal representando junto ao Supremo Tribunal, o STF determinou que fossem expedidos os mandados, sendo um de busca e apreensão que foi cumprido no município de Dourados. 

Além desse, na região da fronteira com o Paraguai, em Ponta Porã, foi determinada a intimação de um dos investigados, "acerca de medida cautelar diversa da prisão e colocação de tornozeleira eletrônica".

Ainda, a Polícia Federal esclarece que essas ofensas por parte das milícias digitais foram identificadas através das redes sociais "e outros meios congêneres."

Durante a operação foram apreendidos alguns celulares, além de notebooks e também um HD externo, completa a informação da Polícia Federal. 

Supremo em ação

Em janeiro deste ano, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, prorrogou o inquérito de apuração que mira esses agentes das milícias pelas redes sociais que, segundo o Supremo, atua espalhando desinformação "contra a democracia e às instituições brasileiras". 

Vale lembrar que, a partir de 22 de janeiro, a Polícia Federal trabalhou com o prazo de 90 dias para conclusão das investigações, uma vez que eram apurados “fortes indícios” da atuação de uma organização criminosa agindo contra o estado democrático de direito. 

Também, o relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do 8 janeiro foi incluído por Moraes nas investigações, documento esse que além de encerrar os trabalhos da CPMI marcou o indiciamento de 61 pessoas, dentre as quais estavam Jair Bolsonaro. 

 

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