Com uma média de 3.500 detentos para se alimentar, o restaurante que fornecia comida para algumas penitenciárias de Campo Grande foi interditado na última quarta-feira (25).
Segundo informações, o estabelecimento estaria fazendo uma reforma sem autorização e, por se tratar de uma cozinha industrial, foi determinada a interdição. O proprietário do local já esteve na Vigilância Sanitária e foi orientado sobre como proceder para a desinterdição e concluir a obra.
Em consequência da ação, não será contratada outra empresa terceirizada para fazer a substituição.
Como solução temporária, as detentas do presídio feminino foram designadas para o serviço, tendo que cozinhar para outros detentos e também servidores do sistema carcerário.
Servidores têm medo
Conforme repassado ao Correio do Estado, a decisão desagradou os servidores por conta do episódio de envenenamento em 2016, onde seis agentes penitenciários foram envenenados no Estabelecimento Penal de Segurança Máxima, durante o café da manhã.
Na época, os agentes tiveram vômito, diarreia e outros sintomas e foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O envenenamento teria sido motivado por represália a uma ação de agentes penitenciários em treinamento no presídio.
Devido às reclamações, a assessoria do Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária do Estado de Mato Grosso do Sul-Sinsap/Ms (Sinsapp/MS) informou que a recomendação é que seja terceirizada a mão de obra para fornecer a alimentação dos servidores. Os novos contratos já estão sendo analisados.