Cinco Brigadas Federais em ação conjunta com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), estão combatendo queimadas em territórios indígenas no Pantanal de Corumbá. Os indígenas estão recebendo orientação técnica para agir nestas situações.
O alinhamento aconteceu por meio da a Coordenação Regional em Campo Grande, que entendeu a necessidade da implementação das brigadas que estão divididas em território Terena (Aldeias Limão Verde, Taunay/Ipegue, Cachoeirinha) e Kadiwéu.
As ações foram fechadas por meio de acordo Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com Ibama e o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo). Em Mato Grosso a atuação ocorre na aldeia Guató na região da Baia dos Guató, respondendo a Coordenação Regional de Cuiabá.
Deslocamento
A Funai cumpre papel fundamental durante o deslocamento das Brigadas Federais, como presta suporte durante a implementação das brigadas comunitárias de atuação dos povos originários, que contam com a supervisão de agentes do Ibama e Prevfogo.
Além disso, o órgão cuida da parte de alimentação para os brigadistas e repassa equipamentos e combustível.
Marcelo Camargo - Agência BrasilDurante o processo de treinamento dos brigadistas locais, com a apoio dos outros órgãos, estão realizando a queima prescrita que consiste em queimar parte de vegetação seca (queimada controlada) para evitar que o fogo se alastre para outras áreas.
Devido ao período de seca, a queima prescrita aumentou 1900% em 2024. em comparação com o mesmo período no ano anterior, somente nas terras indígenas pertencentes a etnia Kadiwéu.
Para realizar a técnica da queima prescrita, os profissionais usam o equipamento pinga-fogo, que consome o material seco que está acumulado no solo. Utilizando de maneira controlada é possível evitar que o incêndio se espalhe.
Comparação da queima-prescrita
- Em 2024, foi feito em 16 mil hectares do território Kadiwéu;
- Em 2023 a queima prescrita foi utilizada em 800 hectares
Conforme indicam os dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LASA/UFRJ).
As queimadas no Pantanal segundo apontou o levantamento do LASA, atingiu 688 mil hectares entre 1º de janeiro e 27 de junho de 2024, o que representa 4.56%.