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SAÚDE

SES descarta caso suspeito de Febre Oropouche em MS e confirma para Malária

Exame labotarial atualiza diagnóstico em paciente que viajou para o Pará no mês passado; Este é 3º caso da doença em 2024

Thais Cintra

21/07/2024 - 16h40

Um mês após confirmar o primeiro caso de Febre Oropouche em uma paciente de 42 anos, a SES (Secretaria de Estado da Saúde), descartou o resultado, diante de novos exames laboratoriais divulgados nesta sexta-feira (19). 

As investigações foram realizadass depois da paciente relatar que havia viajado para o estado do Acre, área considerada endêmica para a transmissão da doença. Conforme o boletim, outro resultado de exame foi encaminahado Lacen-MS (Laboratório Central de Saúde Pública), que confirmou o diagnóstico para malária.

Em Mato Grosso do Sul, há registro de casos "importados" de malária (pessoas infectadas que vieram de outras localizações). Neste ano, o Estado tem 03 casos confirmados para doença, enquanto em 2023 foram registrados 16.

A SES afirma que as amostras com suspeita de arboviroses, normalmente encaminhadas para detecção de Zika (Z), Dengue (D), ou Chikungunya (C), são inicialmente testadas utilizando-se a técnica de RT-PCR, mesma utilizada para diagnóstico do Covid-19 e demais vírus respiratórios.

Caso as amostras testadas sejam negativas para Zika (Z), Dengue (D) ou Chikungunya (C), protocolo ZDC, a amostra então é submetida a uma segunda rodada de RT-PCR, na qual são testadas para a presença dos arbovírus Oroupouche e Mayaro.

Malária 

A doença é infecciosa e causada por um parasito do gênero Plasmodium, que é transmitido para humanos pela picada de fêmeas infectadas dos mosquitos Anopheles (mosquito-prego).

Estes mosquitos são mais abundantes nos horários crepusculares, ao entardecer e ao amanhecer. Todavia, são encontrados picando durante todo o período noturno.

Portanto, não é uma doença contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir malária diretamente a outra pessoa.

É considerado caso suspeito de malária toda pessoa residente em (ou que tenha se deslocado para) área onde haja possibilidade de transmissão, no período de 8 a 30 dias anterior à data dos primeiros sintomas, e que apresente febre, acompanhada ou não dos seguintes

Sintomas

  • cefaleia;
  • calafrios;
  • sudorese; 
  • cansaço; 
  • mialgia (dores musculares).

No Brasil, a maioria dos casos de malária se concentram na região amazônica, composta pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Na região extra-amazônica, composta pelas demais unidades federativas, apesar das poucas notificações, a doença não pode ser negligenciada.

Febre Oropouche

A Febre do Oropouche é uma doença causada por um arbovírus, que foi isolado pela primeira vez no Brasil em 1960. Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente, nos estados da região amazônica.

Também já foram relatados casos e surtos em outros países das Américas Central e do Sul (Panamá, Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Venezuela). A transmissão é feita principalmente por mosquitos da espécie 'maruim' ou 'mosquito-pólvora.

Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do mosquito por alguns dias. Quando esse mosquito pica outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela. Existem dois tipos de ciclos de transmissão da doença:

  • Ciclo Silvestre: Nesse ciclo, os animais como bichos-preguiça e macacos são os hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, é considerado o principal transmissor nesse ciclo.
  • Ciclo Urbano: Nesse ciclo, os humanos são os principais hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses também é o vetor principal.

A SES ressalta a importância de procurar o serviço de saúde mais próximo quando há sintomas e histórico de viagem para estas regiões.

*Colaborou Glaucia Vaccari  - Com informações da assessoria 

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