No primeiro sábado de Carnaval na Capital, enquanto levavam alegria aos foliões, o bloco "Farofa com Dendê" e seus respectivos organizadores sofreram agressões na mão de "ambulantes", recebendo apoio do Aglomerado de Blocos de Carnaval de Rua de Campo Grande, que trouxe à público o ocorrido.
Pelo edital de abertura em busca de vendedores para o Carnaval de Campo Grande, o Executivo estabelece, entre outros pontos, não somente o que pode ser vendido, mas também quem poderá usufruir do espaço da folia para comércio de produtos e alimentos.
Neste Carnaval de 2025 houve, inclusive, expansão se comparado com a folia do ano passado, como abordado pelo Correio do Estado antes do início da folia, já que o Executivo de Campo Grande ampliou de 60 para 80 pontos fixos de comércio.
Entenda
Segundo divulgado pelo chamado ABC do Carnaval de Campo Grande, o fato envolveu "agitadores travestidos de ambulantes" que, conforme nota de repúdio, confrontaram as regras estabelecidas entre a Prefeitura de Campo Grande e a entidade responsável pela realização do carnaval de rua na Capital.
"Não respeitaram o espaço destinado para sua atuação e, inflamados por suas lideranças, agrediram física e psicologicamente membros da organização do bloco", afirma o Aglomerado de Blocos de Carnaval de Rua em nota.
Em apoio, a entidade reforça que esse tipo de atitude é inadmissível, solicitando providências ao Executivo de Campo Grande contra o que chama de "elementos que mancham essa festa popular".
Bloco que nasceu com objetivo de fomentar a cultura, artistas e empreendedores negros, o "Farofa com Dendê" apresenta um espaço para a chamada "farofinha kids", possibilitando um espaço de folia para crianças, idosos e familiares.
"Ver todo esse esforço sendo desrespeitado foi uma experiência dolorosa para os produtores, que choraram ao presenciar a tentativa de destruição de um evento construído com tanto carinho e dedicação", complementa a nota.
Deixando claro a defesa da atuação de ambulantes, trabalhadores informais e a extração de renda da festa, o ABC frisa a necessidade de respeito às regras estabelecidas com o município, que é ainda encarregado de fiscalizar e garantir a segurança dos trabalhadores.
Como aponta o texto, a relação de harmonia, entre os blocos e as mais variadas esferas sociais, possibilita no decorrer dos anos uma festa pública segura, que atenda as exigências legais e respectivos encargos.
"Como a contratação de seguranças e cuidados com a alimentação dos agentes públicos de segurança que atuam nos dias de carnaval. E, para isso, os bares oficiais são a única fonte de renda para que as entidades consigam custear a festa. O ABC do Carnaval presta sua solidariedade ao Bloco Farofa com Dendê", completa.
Até o fechamento da matéria não houve qualquer posicionamento extra, feito por parte dos organizadores do bloco ou do Executivo Municipal.