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CCR retoma investimentos e Estado economiza R$ 1,99 milhão

Estado construiria rotatória na BR-163, em Bandeirantes, mas agora a obra será bancada pela Motiva, que recomeçou os investimentos em MS na semana passada

Em publicação que, embora não seja inédita, pode ser considerada raríssima, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) reduziu em pouco mais de R$ 1,99 milhão o valor de um contrato para pavimentação de rodovia em Mato Grosso do Sul. 

Com a decisão, o valor do contrato para pavimentar 14,7 quilômetros da MS-245, no município de Bandeirantes, recuou de R$ 56,04 milhões para R$ 54,05 milhões.

A responsável pela obra é a empreiteira Caiapó, uma das integrantes do consórcio que está tentando impedir que a K&G assuma a concessão dos 870 quilômetros de rodovias da Rota da Celulose. 

De acordo com a Agesul, a redução do valor aconteceu porque o contrato previa a construção de uma rotatória no entroncamento da MS-245 com a BR-163. Agora, depois da renovação do contrato do Governo Federal com a CCR MSVia (Motiva), esta obra será bancada pela concessionária. 

Depois de ser a única concorrente para administrar a BR-163 no leilão realizado em 22 de maio, a Motiva retomou os investimentos na rodovia no começo de julho, com a construção de terceira faixa em treços da pista em Mundo Novo, no extremo sul do Estado. A empresa prevê investimentos de R$ 500 milhões em um ano.

Esta redução no contrato com a Capiapó, contudo, não significa que a obra de pavimentação, que se refere somente ao trecho inicial da rodovia que ligará a BR-163 à MS-338, sairá por um valor inferior ao inicialmente previsto. 

Em setembro de 2022, a Caiapó desbancou a Construtora Luiz Costa e venceu a licitação ao se oferecer a fazer a pavimentação por R$ 47.768.314,14, um valor R$ 6,3 milhões inferior ao efetivamente desembolsado pela Agesul  Ou seja, apesar da redução de agora, a obra ainda teve um valor 13,2% superior ao inicialmente previsto. 

A empreiteira goiana Caiapó, que também atua na pavimentação da BR-419 e na alça de acesso à ponte sobre o Rio Paraguai, em Porto Murtinho, obras que juntas somam quase R$ 1 bilhão, é uma das cinco construtoras que integram  consórcio liderado pela XP Investimentos na disputa pela concessão da Rota da Celulose.

Este consórcio ofereceu deságio de 8% sobre o valor máximo estipulado pelo Governo do Estado para a tarifa de pedágio. Mas, como um dos concorrentes ofereceu desconto maior, de 9%, ficou em segundo lugar no leilão realizado no dia 8 de maio na B3. Contudo, a Caiapó e a XP recorreram administrativamente e cobram a desclassificação do vencedor. 

OBRA  AMPLA

Para ligar a BR-163, nas imediações da cidade de Bandeirantes à MS-338, no município de Ribas do Rio Pardo, é necessário asfaltar em torno de 80 quilômetros. O trecho inicial, de 14,7 quilômetros, está na reta final.

Uma segunda etapa, de mais 31 quilômetros, está com a licitação em andamento e a previsão é de que as propostas das empreiteiras sejam abertas no dia 18 de julho. O edital estipula o valor máximo em R$ 91.470.493,63 para execução da obra. O dinheiro será proveniente do empréstimo de R$ 2,3 bilhões que o Estado conseguiu com o BNDES. 

Mas, para conectar a BR-163 com a MS-338, que também está sendo asfaltada, faltarão ainda em torno de 35 quilômetros, que por enquanto não tem data definida para sair do papel. 

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