Durante sessão ordinária na manhã de hoje (5), os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande aprovaram uma nova data para entrega do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada para investigar o serviço de transporte público da Capital, que deve sair somente no fim de agosto.
Agora, conforme aprovado nesta terça-feira (05), a CPI terá seus trabalhos prorrogados por mais 28 dias, com a nova data limite para apresentar o relatório sendo o dia 31 de agosto.
Segundo os cinco integrantes da comissão em justificativa para a prorrogação, a investigação é complexa e o volume de depoimentos e documentos é grande, sendo necessário "assegurar uma apuração minuciosa e responsável que resulte em um relatório final robusto e embasado".
Tal pedido, para mais tempo de trabalho e adiamento da entrega de relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito do transporte público, foi assinada pelos vereadores:
- Dr. Lívio (presidente),
- Ana Portela (relatora),
- Luiza Ribeiro,
- Maicon Nogueira e
- Junior Coringa
CPI
Vale lembrar que a entrega do relatório final estava prevista para 15 de agosto, como bem acompanha o Correio do Estado, acompanhado da devida análise contábil.
Conforme dito anteriormente pelo presidente da Comissão, tal processo não é determinante para apontar ou não a existência de desequilíbrio econômico e financeiro, uma vez que perícias já foram realizadas sobre o assunto.
"É uma condição que está judicializada desde 2019, já foram feitas duas perícias, já foram gastos mais de 500 mil reais para a realização das suas perícias e até agora não se chegou a uma conclusão. O que nos interessa, por exemplo, é saber quais foram os questionamentos feitos tanto por parte do consórcio quanto por parte da prefeitura nesta segunda perícia, por exemplo, que vai nos dar algum direcionamento", esclareceu Dr. Lívio.
Dos ganhos apontados até então, o parlamentar celebra a contratação de seguro para passageiros, que estava em cláusula contratual mas não era cumprido desde 2012, além da ordem para que os veículos velhos fossem trocados e retirados de circulação.
De acordo com o que foi divulgado pelo Correio do Estado no dia 10 de junho deste ano,o Consórcio Guaicurus tinha em sua frota naquela data, 97 ônibus acima do limite de idade máxima que é permitido em contrato com a prefeitura, segundo repassado pelo diretor de Operações do Consórcio Guaicurus, Paulo Vitor Brito de Oliveira, no mês passado durante a CPI.
**(Colaboraram Karina Varjão e Tamires Santana)