Cidades

Fenômeno passageiro

Morango do amor perde fama, mas deixa impacto positivo no comércio de MS

A onda passageira impulsionou até 50% das vendas nas confeitarias e elevou preço da fruta no Ceasa

Taynara Menezes

22/08/2025 - 17h00

Depois de movimentar as redes sociais e confeitarias de todo o Brasil, o “morango do amor" vem perdendo sua popularidade, mas deixa um impacto positivo no comércio sul mato-grossense. A febre momentânea impulsionou vendas e trouxe alívio, como é o caso da confeitera Danúbia de Oliveira, 41 anos, proprietária de uma cafeteria em Campo Grande.

De acordo com a comerciante, o doce proporcionou aumento no faturamento da loja de cerca de 50% e, junto, trouxe trabalho dobrado para a equipe.

“Foram duas semanas de trabalho intenso. Não tínhamos tempo para mais nada, quase não conseguíamos repor nossas outras mercadorias. E veio em bom tempo, pois estava com movimento fraco, sem data comemorativa para ajudar”, contou.

Além de ter sido a sensação do momento, o doce virou um chamariz para novos clientes. “Do nada veio o morango do amor para levantar as vendas e aliviar algumas contas. Os clientes entravam atrás do morango do amor e acabavam consumindo outras coisas, aproveitando para conhecer nosso cardápio”, relatou.

Apesar do sucesso, a confeiteira lembra que, com a chegada do morango do amor, veio também o aumento do preço da fruta que chegou a custar R$ 90 a caixa com quatro bandejas. "Antes eu pagava R$ 55 em uma caixa, porque compro aqueles selecionados, mas depois dessa onda paguei até R$ 90, porém eu sempre mantive o preço de R$ 10 a unidade", destacou. 

Impacto no mercado

De acordo com o boletim mensal, elaborado pela Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul - (Ceasa MS), nesta sexta-feira (22), a caixa do morango de 1,5 kg está custando em média de R$ 35 a R$ 40 dependendo do produtor.

O diretor de abastecimento do Ceasa-MS, Fernando Begena, recorda que o preço da caixa de morango chegou a custar acima de R$ 70.

"Foi um boom, teve momento que chegou até R$ 70, nas últimas semanas já deu uma freada nos preços, agora você acha até caixa de R$ 20 dependendo do tipo que procura", calculou. 

Conforme já noticiado pelo Correio do Estado, a sobremesa viral trouxe aumento de, aproximadamente 50%, superando o que é comercializado em datas comemorativas como o Dia das Mães e a Páscoa. 

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