Um verdadeiro milagre. Assim Amanda Valentin de Souza Santana, portadora de esclerose sistêmica e fibrose pulmonar e diagnosticada com lúpus e púrpura trombocitopênica trombótica, enxergou a alta junto com o filho Guilherme, cem dias após o parto.
O bebê, que recebeu o nome de Guilherme, nasceu com 28 semanas (seis meses e meio de gestação) e precisou permanecer na Unidade Neonatal de Terapia Intensiva (UTI). A mãe, devido ao quadro de saúde, ficou um tempo no Centro de Terapia Intensiva (CTI).
A saga do bebê e da mãe teve início no dia 15 de maio, quando Amanda entrou em trabalho de parto, quando receberam todo o suporte no Hospital Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Humap-UFMS/Ebserh).
O cuidado médico da equipe multidisciplinar foi fundamental no processo, tanto para a recuperação da mãe, que também esteve internada na UTI, quanto para Guilherme, que atravessou uma verdadeira cruzada, vencendo uma batalha por dia.
"Foi muito emocionante, um verdadeiro milagre. Chorei muito quando pude ver-lhe pela primeira vez, vendo um serzinho tão pequenino e indefeso lutando pela própria vida e mostrando que, para Deus, nada é impossível e Ele pode sim fazer milagres quando quer", disse a mãe.
Crédito: Humap-UFMSQuando os piores momentos passaram e o quadro de saúde ficou estável, a equipe médica promoveu o encontro de mãe e filho em uma área externa do hospital, momento em que Amanda pôde segurar o filho pela primeira vez.
Já que passou por sua própria batalha no CTI, em quadro grave, entubada, foram momentos de apreensão e luta, tanto da mãe quanto do filho.
Alta médica
Apesar do contratempo do destino, que causou angústia em alguns momentos e esperança com a evolução do quadro dos dois, a atuação da equipe médica colaborou para que, no dia 22 de agosto, ambos recebessem alta.
Trabalhar pela recuperação dos dois emocionou inclusive os profissionais envolvidos em todo o processo.
"É impossível não se emocionar ao ver mãe e filho saírem juntos, depois de tudo que passaram. Esse momento nos lembra por que escolhemos cuidar da vida todos os dias", disse um dos profissionais do Humap-UFMS/Ebserh que acompanhou o caso.
Para o hospital, a história de Amanda e Guilherme é um lembrete do poder da dedicação, da ciência e do amor, que juntos podem transformar desafios em vitórias.