Cidades

Operação Bandeirantes

Açougues que vendiam carne de abate clandestino são interditados em MS

Durante a fiscalização, três estabelecimentos do município não comprovaram a origem da carne e, em um vídeo feito pela polícia no local, várias moscas pousam sobre as peças de carne

Laura Brasil

05/09/2025 - 14h00

Com estabelecimentos sendo interditados pela venda de carne sem procedência, a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon) intensificou a fiscalização e fechou três comércios em Bandeirantes.

Batizada de “Operação Bandeirantes”, a ação foi realizada nesta quinta-feira (4). Após a fiscalização, os estabelecimentos Divimar Casa de Carnes, Mercado Primos e Casa de Carnes Pantaneiros foram interditados.

Segundo a investigação da Decon, a comercialização de carne sem comprovação de origem está se tornando recorrente em todo o Estado, em razão do abate clandestino de animais.

Esse tipo de prática, em que o animal não passa pela vistoria dos órgãos responsáveis, coloca em risco a saúde da população, além de contribuir para a sonegação fiscal por parte dos comerciantes e para o descarte irregular de resíduos.

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Outro ponto levantado é a concorrência desleal, já que, ao adquirir carne de forma clandestina, ela é vendida por um preço bem abaixo do praticado por estabelecimentos que seguem todas as normas sanitárias.

Em um vídeo divulgado pela polícia, é possível ver peças de carne penduradas com várias moscas ao redor, ferrugem em contato com o produto e até queijo estragado armazenado no mesmo local.

 

 

 

 

Os proprietários foram presos em flagrante e vão responder por crimes contra as relações de consumo, que incluem:

  • vender ou expor à venda mercadoria cuja embalagem, tipo, especificação, peso ou composição esteja em desacordo com as prescrições legais ou que não corresponda à respectiva classificação oficial;
  • vender, ter em depósito para venda, expor à venda ou, de qualquer forma, entregar matéria-prima ou mercadoria em condições impróprias para consumo.

A detenção para esses crimes varia de dois a cinco anos, o que impossibilita o arbitramento de fiança nesta fase.

Outro caso

Após uma denúncia, a polícia, em ação conjunta com a Vigilância Sanitária Municipal, fiscalizou o Ponto da Carne e se deparou com 387 kg de produtos de origem animal de diversos tipos, sem procedência, na Rua Pedro Celestino, região central de Terenos.

Segundo informações da Polícia Civil, o freezer onde foram encontradas carnes congeladas — entre linguiça, carne bovina, charque e carne suína —, além de 4 litros de leite, não continha informações como:

  • data de fabricação;
  • origem;
  • tabela nutricional;
  • data de validade.

No local, em uma sala sem refrigeração, uma caixa plástica com água era usada para armazenar pedaços de carne bovina picada, que serviam para a fabricação de linguiça.

Além disso, nos fundos do açougue, a equipe verificou caixas com restos de carne e sangue em espaço aberto, o que representa grande risco de contaminação.

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use a fachada da Sesau na capa e mantenha a foto de Papy com Dr. Victor Rocha no meio da reportagem, próximo ao trecho sobre o ofício enviado à Prefeitura. Foto: Arquivo Correio do Estado.

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