Cidades

Condenação

Advogado é condenado a sete anos de prisão por tráfico de cocaína

Sentença foi proferida pela juíza Camila de Melo Mattioli Pereira

O advogado Rubens Dariu Saldivar Cabral, de 44 anos, foi condenado a sete anos e seis meses de prisão por tráfico de drogas e associação criminos.

A sentença foi proferida nesta quarta-feira (1º) pela juíza Camila de Melo Mattioli Pereira, da comarca de Nova Alvorada do Sul. Ele foi preso em janeiro deste ano transportando 21,6 quilos de pasta base de cocaína e continuará em regime fechado.

Na mesma decisão, a magistrada condenou Lucinei Ribeiro de Oliveira a oito anos e nove meses, além de multa de 875 dias-multa no valor de R$ 506 por dia, e o garagista Marlon Barroso de Andrade Lopes a dez anos, dois meses e 15 dias, com multa de 1.020 dias-multa. Os três residem em Dourados e seguirão presos na Penitenciária Estadual de Dourados (PED).

Segundo a sentença, Saldivar sabia da droga escondida em um Audi A3 e “adotou todas as medidas para acompanhar pessoalmente a recuperação do automóvel com a carga ilícita”. Por ser advogado, permaneceu no Presídio Militar de Campo Grande, mas deve ser transferido para a PED.

Foto: Divulgação 

Batedor

De acordo com o inquérito, o Audi A3 carregado com cocaína havia sido abandonado em trecho da BR-267 após o condutor desobedecer ordem da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Dias depois, Rubens Saldivar retirou o veículo do pátio da PRF em Nova Alvorada do Sul, munido de ordem judicial. Na sequência, levou o carro até um posto de combustível e repassou-o a Lucinei, enquanto seguia em um Honda HR-V junto de Marlon, atuando como “batedor” até Dourados.

Antes de chegar ao destino, o grupo passou por uma oficina em Nova Alvorada do Sul para verificar se havia rastreamento no veículo. Pouco depois, foram interceptados na BR-163, próximo ao Trevo do Alegrete, quando Lucinei delatou os comparsas e confessou ter recebido R$ 1 mil do advogado para transportar a droga.

Operação Akã II 

Saldivar já havia sido preso em dezembro de 2023 durante a Operação Akã II, da Polícia Federal, que investigava um esquema de tráfico internacional entre o Paraguai e grandes centros do Brasil. Na época, ele foi detido em Dourados com R$ 100 mil em espécie, cuja origem não soube comprovar, alegando sigilo profissional e risco de morte. Também foi acusado de tentar obstruir as investigações e passou dez dias preso.

Com antecedentes criminais por tráfico, Marlon Lopes terá de pagar a multa junto à pena. Já Lucinei, que possui passagens por homicídio e tráfico de drogas, teve a pena reduzida pela confissão. Os advogados de defesa ainda não se manifestaram sobre a decisão. O advogado deve deixar o Presídio Militar em Campo Grande e ser transferido para a Penitenciária Estadual de Dourado (PED), onde já estão os outros dois condenados.

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