Cidades

Disputa por herança

Suspeito de matar pai por herança bilionária é preso em MS

Apontados por arquitetar o assassinato de Jefferson Cury, de 83 anos, os dois filhos do bilionário foram presos, um no Estado e outro no interior de São Paulo

Laura Brasil

29/10/2025 - 17h22

Em ação conjunta com a Polícia de Goiás, Eduardo Alves Cunha, de 55 anos, suspeito de arquitetar a morte do pai, foi localizado e preso no Rancho do Colin, em Coxim, município localizado a 253 quilômetros de Campo Grande.

Nessa operação, foram presos os dois filhos, o afilhado e outros três suspeitos pelo assassinato de Jefferson Cury, de 83 anos. A investigação aponta que os filhos e o afilhado planejaram a morte do pai pela herança estimada em R$ 1 bilhão.

O idoso, de 83 anos, foi assassinado em novembro de 2023, próximo a uma de suas fazendas, em Quirinópolis (GO). Segundo o portal Mais Goiás, os filhos queriam a parte da herança da mãe, que morreu em 2016.

De acordo com o delegado titular da investigação, Adelson Candeo, do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Goiás, o irmão Fernando Alves Cury foi preso em Barretos (SP).

Eduardo, preso em Coxim, foi localizado enquanto pescava.

O delegado disse que os filhos ameaçaram o pai até receberem parte da herança, o que corresponde a R$ 169 milhões para cada um.

“Eles não demonstravam respeito nem preocupação com o bem-estar do pai. E não é nem de forma indiferente, não, eles tratavam o pai com ódio mesmo. Era cheio de ameaças e gritos a todo tempo, sempre exigindo dinheiro”, disse o delegado ao Mais Goiás.

Crime

O fazendeiro seguia de carro para a propriedade rural acompanhado do advogado, em 28 de novembro de 2023, em Quirinópolis (GO), quando foram vítimas de uma emboscada.

Jefferson Cury, de 83 anos, teve o carro alvejado por dois homens. Ele foi atingido por um dos disparos e morreu no local. O advogado, de 41 anos, atingido de raspão na cabeça, na mandíbula e na mão esquerda, deu entrada no hospital com vida.

Ele ficou em coma por alguns dias. O ataque resultou em sequelas graves, segundo aponta a investigação.

Os suspeitos são os filhos e o afilhado do empresário, além de um corretor de imóveis.

Motivação

Segundo a investigação, a vítima iria mudar o testamento e, com isso, a distribuição do patrimônio. Ele pretendia transferir os bens para uma holding, empresa responsável por administrar o patrimônio da família.

Com a mudança, os filhos não receberiam o dinheiro de forma direta. A polícia acredita que o novo testamento foi visto pelos filhos como uma ameaça financeira e, por isso, eles teriam orquestrado a morte do pai antes da alteração ser formalizada.

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