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Com preço em queda, MS conclui a maior safra de soja da história

São 17,759 milhões de toneladas, superando em 18,4% o recorde anterior. Preço está sofrendo os impactos da queda do dólar

Depois do fim da colheira da soja, boletim da Federação de Agricultura e Pecuária (Famasul) divulgado nesta terça-feira (12) revela que Mato Grosso do Sul fechou a safra 2025/26 com a maior colheita da história, com 17,759 milhões de toneladas. O volume é 18,4% maior que as 15 milhões de teneladas do recorde anterior, na safra de 2022/23.

Mas, apesar do volume recorde, resultado de uma produtividade média de 61,7 sacas por hectare, os preços dos últimos dias estão em queda. Entre os dias 4 e 8 de maio recuaram 3% e fecharam na cotação média de R$ 110,49 por saca. 

Na mesma época do ano passado, quando o dólar estava na casa dos R$ 5,70, a cotação média estava em R$ 115,94. E, como o preço da soja é diretamente influenciado pela cotação do dólar, a queda para a casa dos R$ 4,90 tem reflexo imediato no bolso do produtor.

E os dados do boletim mostram que ainda existe muita soja para ser vendida. Segundo levantamento realizado pela Granos Corretora, até 11 de maio os produtores do Estado haviam comercializado apenas  50,5% da safra. Esta espera por preço melhor provocu redução de 4,5 pontos percentuais quando comparado a igual período do ano passado. 

No recorde anterior, na colheita de 2023, a produtividade média foi até melhor do que agora, fechando em 62,4 sacas por hectare. Porém, a área plantada de agora foi de quase 800 mil hectares a mais. Naquela safra foram 4 milhões de hectares. Agora, 4,79 milhões. 

Além da produtividade melhor, naquele ano os preços também estavam mais atrativos, da ordem de R$ 120,00 em meados de maio.

Mas, apesar da ligeira queda de preço com relação ao ano passado, da ordem de 3%,  o aumento na produtividade está compensando esta variação. Conforme o boletim da Famasul, ela teve aumento de 19,2% em relação ao ciclo anterior. 

O volume de 17,759 milhões de toneladas, que ainda está sujeito a algumas aleterações, representa crescimento de 26,3% na comparação com a safra passada, quando foram colhidas apenas 14 milhões de toneladas em 4,5 milhões de hectares. Por conta da falta de chuvas, a produtividade média ficou em apenas 52,7 sacas por hectare no ciclo passado. 

Nesta última colheita, apesar de a produtividade média ter sido satisfatória, a falta de chuvas também acabou causando danos. "Veranicos severos na região sul do Estado causaram significativos danos à agricultura. Os levantamentos de campo da última semana de janeiro apontam que mais de 640 mil hectares foram impactados, com períodos de estiagem superiores a 20 dias. Destaca-se os municípios de Dourados, Ponta Porã, Maracaju e Amambai como os mais impactados pela seca", destaca o boletim da Famasul.

Mas, apesar desta estiagem na região de Dourados, o município fechou com produtividade de 64 sacas por hectare, ficando acima da média. O mesmo ocorreu em Ponta Porã, onde os produtores colheram 69 sacas por hectare. 

O melhor resultado, porém, pertence a Alcinópolis, onde média por hectare chegou a 85 sacas. Ao todo, 27 municípíos tiveram colheita superior à média, que ficou em 61,7 sacas por hectare.

E por conta da instabilidade climática no início do plantio, "na safra 2025/2026, a colheita da soja em Mato Grosso do Sul iniciou com atraso de duas semanas em relação ao ciclo 2024/2025. As operações se estenderam por 16 semanas, sendo concluídas em 08 de maio", diz o boletim divulgado nesta terça-feira. 
 

 

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