Cidades

MATO GROSSO DO SUL

Ponte 'gangorra' será totalmente interditada na próxima semana

Travessia ficará totalmente bloqueada entre a tarde de segunda-feira (15) e a manhã de terça-feira (16) para concretagem de reforços estruturais

A ponte sobre o Rio Miranda, localizada na rodovia estadual MS-345, ficará totalmente interditada entre as 13h de segunda-feira (15) e as 7h de terça-feira (16) para a execução de mais uma etapa da obra de recuperação estrutural da travessia.

A interrupção temporária do tráfego será necessária para a realização da concretagem dos reforços estruturais da ponte. Segundo o Governo do Estado, o bloqueio total é indispensável para garantir a segurança dos usuários e permitir a cura e estabilização do concreto, procedimento que exige a paralisação completa da circulação de veículos durante o período.

Com a interdição, motoristas que seguem de Campo Grande para Bonito ou circulam pela região de Águas do Miranda deverão programar os deslocamentos com antecedência. A rota alternativa indicada é pela rodovia MS-178, com acesso por Guia Lopes da Laguna.

A recuperação estrutural da ponte é executada pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), vinculada ao Governo do Estado, com investimento de R$ 3.309.408,68.

A intervenção contempla o recondicionamento de pontos estratégicos da estrutura, reforços estruturais e adequações técnicas para restabelecer a estabilidade da ponte, construída pelo Exército Brasileiro em 1967, antes da pavimentação da rodovia. A travessia é considerada estratégica para a mobilidade regional, atendendo moradores, produtores rurais e o fluxo turístico com destino a Bonito.

De acordo com o secretário estadual de Infraestrutura e Logística (Seilog), Guilherme Alcântara de Carvalho, a obra foi planejada para recuperar integralmente a estrutura e adequá-la à demanda atual da região.

“É uma recuperação estrutural completa, feita com critérios técnicos rigorosos. Nosso objetivo é entregar uma ponte recondicionada, segura e preparada para atender a demanda atual e futura da região”, afirmou.

Após a liberação da ponte, prevista para a manhã de terça-feira, o tráfego continuará operando sob as restrições já adotadas no trecho. A circulação seguirá em sistema pare e siga, com passagem em meia pista e limitada a veículos leves, caminhonetes e caminhões de pequeno porte, com peso máximo de 10 toneladas, sendo permitida a travessia de apenas um veículo por vez.

Interdição anterior

Esta é a segunda vez em um mês que acontece a interrupção total da ponte durante as obras de recuperação. Em maio deste ano, a estrutura já havia sido interditada por oito horas para a execução de serviços relacionados à substituição de apoios de neoprene, peças de borracha utilizadas em pontos estratégicos da ponte para absorver cargas e movimentações da estrutura.

Na ocasião, a travessia permaneceu fechada das 6h às 14h para o avanço da reforma, sendo posteriormente reaberta com as mesmas restrições de tráfego que permanecem em vigor atualmente.

A Agesul orienta motoristas, transportadores e moradores da região a acompanharem os comunicados oficiais e planejarem os deslocamentos com antecedência para evitar transtornos durante o período de bloqueio.

Histórico de problemas

Idealizada para reduzir em cerca de 40 quilômetros a distância entre Campo Grande e Bonito, a ponte sobre o Rio Miranda foi construída em 1967, antes mesmo da pavimentação da rodovia. Ao longo das décadas, porém, a estrutura passou a sofrer com o aumento do fluxo de veículos pesados, especialmente caminhões que utilizam a rota para o escoamento da produção.

Nos últimos anos, a travessia ficou conhecida como “ponte gangorra” entre moradores e usuários da estrada. O apelido surgiu porque, quando caminhões passavam sobre a estrutura, uma das extremidades da ponte cedia em direção ao lado mais pesado, formando um desnível na outra ponta.

Em setembro de 2024, o Correio do Estado mostrou que a ponte precisou ser parcialmente interditada após apresentar sinais de comprometimento estrutural. Na época, moradores relataram a formação de um “degrau” que chegava a quase meio metro de altura quando veículos pesados acessavam a travessia. Em alguns momentos, a elevação registrada foi de até 48 centímetros, gerando preocupação quanto à segurança dos motoristas.

Diante do agravamento da situação, o Governo do Estado iniciou as obras de recuperação estrutural da ponte, com investimento de R$ 3,3 milhões. A intervenção prevê o reforço da estrutura, o recondicionamento de pontos estratégicos e adequações técnicas para restabelecer a estabilidade e a segurança da travessia.

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