Um jovem de 20 anos foi executado a tiros na noite desta sexta-feira (28), menos de uma hora depois de deixar a cadeia. Identificado como Miguel Ferreira Rodrigues, conhecido como "Menor", ele foi surpreendido por homens armados enquanto estava no Parque Ecológico, localizado na Vila Juquita em Maracaju.
O homicídio ocorreu por volta das 20h. Segundo informações das autoridades, Miguel havia chegado pouco antes ao parque acompanhado de familiares para um momento de lazer.
Em determinado momento, três homens chegaram ao local em um veículo de cor escura. Após desembarcarem, os suspeitos entraram no parque e seguiram em direção ao jovem.
Um dos homens, armado com um revólver, teria se aproximado de Miguel e efetuado os primeiros disparos. Ao perceber o ataque, o jovem correu pelo parque na tentativa de escapar dos criminosos.
A tentativa de fuga, porém, foi interrompida por um segundo atirador. Também armado com um revólver, ele teria se posicionado no caminho percorrido pela vítima e efetuado novos disparos.
Ferido na região do tórax, Miguel caiu no leito de um pequeno córrego que atravessa o parque. Segundo os relatos iniciais, mesmo depois de o jovem estar caído e ferido na água, um dos autores teria descido até o local e efetuado outros disparos contra ele.
Testemunhas relataram ainda que, após o ataque, os criminosos correram em direção ao veículo utilizado na fuga enquanto gritavam "Aqui é 15, PCC porra". A referência ao Primeiro Comando da Capital (PCC) deverá fazer parte dos elementos analisados pela investigação.
A manifestação registrada durante a fuga levanta a hipótese de que o assassinato possa ter relação com um acerto de contas ou disputa envolvendo organizações criminosas. Até o momento, entretanto, não há confirmação oficial de que a execução tenha sido determinada por uma facção ou de qual seria a participação dos envolvidos nesses grupos.
Informações preliminares apontam que Miguel foi atingido por pelo menos quatro disparos na região torácica. A quantidade exata de tiros e as circunstâncias da morte deverão ser determinadas pelos trabalhos periciais.
Após o homicídio, os três suspeitos deixaram o local no veículo. Até o momento das informações disponíveis, não havia confirmação sobre a identidade dos autores.
Morte ocorreu pouco depois da saída da cadeia
Um dos principais elementos a serem esclarecidos é o curto intervalo entre a saída de Miguel da cadeia e o assassinato. Conforme as informações preliminares, o jovem estava em liberdade havia menos de uma hora quando foi morto.
A circunstância deverá ser considerada durante a apuração para determinar se os responsáveis já acompanhavam a movimentação de Miguel, se tinham conhecimento de que ele deixaria a unidade prisional naquele dia e se o homicídio possui alguma relação com fatos anteriores envolvendo a vítima.
Também deverá ser investigada a referência ao PCC feita pelos criminosos durante a fuga. Apesar do grito atribuído aos autores, somente o avanço das investigações poderá estabelecer se o crime está efetivamente relacionado à atuação de uma organização criminosa ou se a manifestação foi utilizada pelos assassinos por outra razão.
Testemunhas do ataque poderão ser ouvidas e eventuais imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades devem auxiliar na identificação do veículo e dos envolvidos.
O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar a autoria, a motivação e as circunstâncias da execução.