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EDUCAÇÃO

Alunos do 6º ao 9º ano serão os primeiros a voltar às aulas em Campo Grande

Estudantes da Rede Municipal de Ensino devem retomar as atividades presenciais em 2021 e previsão é de que a Educação Infantil seja a última a voltar
18/11/2020 08:00 - Daiany Albuquerque


O plano de retorno para as aulas presenciais da Rede Municipal de Ensino (Reme) em Campo Grande vai ser dividido por etapas. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação (Semed), os primeiros a retornarem para as salas de aulas são os estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental.

De acordo com superintendente de Gestão das Políticas Educacionais da Semed, Waldir Leonel, o organograma com as etapas da volta e o plano de biossegurança para as escolas aplicarem com os anos foi entregue à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur). A Semed agora aguarda a certificação desses órgãos para publicar o documento.  

A estimativa é de que ele seja publicado ainda em novembro deste ano, para que as determinações constantes no documento, como adaptações em algumas escolas, comecem a ser feitos.

Nele, além das regras de distanciamento social, consta também o plano de retorno dos alunos, que deve seguir o modelo usado nas escolas particulares, que dividiu o retorno por idade dos estudantes, entretanto, com a diferença de que no município as crianças mais novas serão as últimas a retornarem para o presencial.

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“Ainda não sabemos quando se dará o retorno em 100%, se será em janeiro ou não, mas no plano temos a previsão para voltar com 30% dos alunos, 60% e 100%. Dividimos em etapas o retorno, entendemos que as crianças maiores entendem melhor as medidas de biossegurança do que as mais novas, por isso essa divisão”, explicou.

A primeira será do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e também a Escola Agrícola (que atende alunos do Ensino Médio). A segunda será do 2º ao 5º ano e a terceira etapa com a Educação Infantil e 1º ano. “Além do plano de biossegurança da Semed, cada escola vai ter seu próprio projeto – aprovado por engenheiro –, porque cada uma tem sua particularidade. A Escola Agrícola tem mais probabilidade de voltar 100%, por exemplo, porque lá tem espaço aberto e a quantidade de alunos é bem menor”, contou o superintendente.

O superintendente salientou também que o retorno dependerá da situação epidemiológica de Campo Grande em janeiro de 2021.

REMOTO

Outro ponto abordado no documento é sobre os alunos que não devem voltar para as aulas presenciais, mesmo com a retomada nas escolas. Segundo Leonel, as crianças que estão no grupo de risco ou que convivem com pessoas mais suscetíveis a forma mais grave da Covid-19 serão orientadas a permanecerem em casa.

Para esses estudantes, a ideia é usar os docentes que também não voltarão ao convívio dos alunos por terem alguma comorbidade. “Vamos criar uma plataforma única da rede, que será uma escola virtual e o professor que não pode ir para escola vai dar aula na sala de aula virtual”.

O sistema ainda está em fase de estudo, mas a secretaria avalia utilizar o mesmo que o governo do Estado usou este ano nas aulas remotas. Desta forma, a secretaria avalia que não será necessário grande número de professores, já que um docente pode orientar vários alunos, de várias escolas diferentes, de uma vez.

Com seis dos oito filhos estudando na Reme, a dona de casa Ericka Ferreira da Silva, 34 anos, diz que os filhos sentem falta da escola, principalmente os mais novos e discorda de que os pequenos tenham dificuldade em seguir as medidas de biossegurança.

“Eles sempre usam máscara quando a gente sai, entendem que tem de ficar com ela”, disse a jovem, que este ano tenta vaga na Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) para o filho mais novo, de apenas 8 meses.

Mesmo durante a pandemia, os mais velhos têm participado de oficinas no Centro de Integração da Criança e do Adolescente (Cica) no contraturno das aulas remotas. Já os mais jovens ficam em casa o dia todo.

ANO LETIVO 2020

Para este ano letivo, a Semed definiu que os estudantes que tiveram participação nas aulas têm aprovação automática,  aqueles que não conseguiram acompanhar as atividades on-line, a aprovação só será concedida dependendo do motivo que afastou a criança dos estudos. Neste caso, a decisão da aprovação ou não fica a cargo do conselho de professores da escola onde a criança está matriculada.

A resolução foi publicada no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) e alterou, em caráter excepcional, o regime de progressão adotado nas escolas. Para este ano, a Reme decidiu adotar o regime continuado, que é a promoção do aluno de um ano para o outro de forma automática, sem reprovações. Isso já acontece na rede entre os estudantes do 1º para o 2º ano, entretanto, a resolução determinou que a ferramenta será usada para “todas as etapas e modalidades oferecidas”.

Nos casos em que a criança não teve desempenho escolar, ou seja, não participou de nenhuma atividade, a secretaria ainda pede que seja investigado o motivo que levou a essa falta, para que as crianças não sejam prejudicadas por fatores familiares.

 
 

Felpuda


Tropas de choque ligadas a alguns vereadores estão agitadas que só nas redes sociais na tentativa de desbancar a concorrência das “chefias” que querem porque querem. Querem a cadeira maior da Câmara Municipal de Campo Grande. A da presidência.

Segundo políticos mais antenados, trata-se do “segundo turno” das eleições do dia 15 de novembro, só que com apenas 29 eleitores.