Artigos e Opinião

OPINIÃO

''Abraço de afogados entre Dilma e Lula''

Ruy Sant'Anna - Jornalista e advogado

Redação

21/05/2015 - 00h00

Além da audiência que não é mais a mesma, o Programa do Jô Onze e Meia, tem agora em seu titular a defesa do “governo” de Dona Dilma, chegando ao ponto de contrariar e chamar a atenção de uma de suas jornalistas colaboradora que criticou ao atual governo. Ora, o próprio Jô avisou várias vezes que não é versado na política e economia nacional e agora resolveu dar uma de “analista”?

Após as “defesas” que o Jô Soares fez em seu programa, esse comediante, que é cliente de verbas da Lei Rouanet do governo federal, achando que poderia alavancar o “índice de audiência de Dona Dilma” fez-lhe uma visitinha fora de agenda marcada. Para governadores e prefeitos ela não tem tempo..., mas para papo furado e conversa sobre ideologia comuno-trotskista “sobra espaço” né? É..., Jô tenta se agarrar a uma Gilette para não morrer afogado, mas, nesse caso os dois vão “boiar” igual prego num abraço de afogados.

Comunismo e Trotski, segundo comentários, sobre o encontro de Jô com Dilma, teria sido o pano de fundo desse blá, blá, blá... Observe onde, com quem e sobre o que Jô foi papear: no Palácio, com Dona Dilma sobre comunismo e Trotski. E qual o fundamento de Trotski, quando tentou forçar a instalação do comunismo e socialismo nos EUA, e não conseguiu se impor? 

Os comunistas viam os trabalhadores americanos como “aristocratas” (tinham bons salários, formação profissional e conhecimento de seus direitos trabalhistas), sabiam e reivindicavam seus direitos com sucesso. Quer dizer, o que era e é uma qualidade que todo trabalhador deve ter a seu favor foi e é visto pelos comunistas como impedimento de “entrada triunfal” nos Estados Unidos. Afinal, não é assim que Seu Lula e Dona Dilma desdém dos que trabalham e produzem neste país? Para esses abusados, quem trabalha, é honesto, patriota e democrata sem adjetivo, valoriza o mérito no emprego e contratos, são coxinhas, são “daselite”, são aristocratas. Mas, e Lula e Dilma, trabalham ou sempre viajaram e viajam sem que o País e a Nação lhes sintam a ausência? Não fazem falta. 

E porque o sucesso e bem estar da classe trabalhadora atrapalhou ao comunismo na luta contra a democracia nos EUA? Porque a democracia plena dificulta o “surgimento de tensões revolucionárias”. Atenção: para o comuno-socialismo interessa que um país esteja com “clima” de instabilidade, insatisfações populares, economia enfraquecida e instituições como Forças Armadas, Justiça e Parlamento debilitados na credibilidade popular. Aí é que robustece a teoria do “quanto pior melhor”: pra eles! E eles, do regime luladilmapetista, se acham como se já tivessem a colher, pra se servirem, além do garfo e faca nas mãos para destrincharem nossas energias, riquezas pessoais e econômicas. Esse é o motivo do regime luladilmapetista que gosta da bagunça invasiva do MST e dos “sindicalistas amigos e simpática” a esse regime: é a Teoria da Revolução Permanente de Trotski onde o poder totalitário manda e o povo “democraticamente” tem o “direito” de obedecer.    

Ainda sobre o Jô Soares Onze e Meia, deveria refletir sobre o que já amealhou financeiramente na vida, pelo seu trabalho e abertura democrática no Brasil. Jô lembra-me aquele personagem do Chico, que era o “Justo Veríssimo” que dizia: “quero que o povo se exploda. Eu quero, é, me arrumar, me dar bem”...! Mas, tem uma agravante nesse “upa lê, lê” do Jô que se tornou simpático à Dilma, pois ele dispõe daquele espaço onde tem jornalistas que compõem a bancada “As Meninas do Jô” que comentam a economia e a política brasileira. Lá, Dona Dilma é analisada, basicamente sob a ótica crítica à qual Jô passou a opor-se e mostrar sua “simpatia” pelo regime luladilmapetista. Então Dilma quer não é somente a platéia de Jô, sobretudo, quer se tornar avaliada positivamente pelas jornalistas, “Meninas do Jô”. O povo não é trouxa e percebe esse lance.

Além das desgraças do ajuste fiscal na lei trabalhista e previdência, agora surgiu a notícia de que tem aproveitadores que dominam as filas do SUS para vender vagas para atendimento em postos e hospitais, lá em Teresina, no Piauí. É o jogo bruto facilitado pelos mais fortes que contam com a “ajuda” da falta de recursos ao SUS. Queira Deus que esse mal não chegue até aqui. Além desse problema, o SUS faz maus pagamentos a médicos e demais membros da saúde pública, com preços aviltantes; falta materiais como esparadrapo, gaze, linha para sutura, tem demora para exames dos simples aos mais sofisticados, com pacientes até com câncer padecendo em longas e intermináveis filas. E Dona Dilma e Seu Lula já não padeceram de câncer? Ah, sim... Eles não se trataram no SUS... Mas, mesmo assim, não se sensibilizam com o sofrimento alheio!  Meu respeito a você com meu bom dia, o meu bom dia pra você. 

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