Artigos e Opinião

ARTIGO

Marconi Perillo: "A força do Brasil Central"

Governador do estado de Goiás

Redação

02/10/2015 - 00h00
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Os estados do Brasil Central mais uma vez dão exemplo para o Brasil ao lançar a primeira agenda conjunta de desenvolvimento nestes tempos de crise econômica. Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Tocantins e Rondônia uniram suas forças econômicas e políticas para a construção do primeiro conjunto de medidas pós-ajuste fiscal.

O Fórum de Governadores do Brasil Central nasceu a partir da convicção de que temos as condições políticas, econômicas e sociais a fim de liderar uma agenda propositiva para a retomada do crescimento, baseada em seis pilares: agropecuária, logística, industrialização, educação, empreendedorismo e inovação. Seus objetivos básicos são ampliar a competitividade da economia e aumentar a produtividade do trabalho.

O Brasil Central é sinônimo de bonança econômica. Mesmo neste momento de crise, o desempenho da região é imprescindível para a composição dos indicadores nacionais. Os estados do bloco foram os que mais contribuíram para o comércio exterior brasileiro, em volume, expressividade e geração de saldos superavitários.

A exportação de commodities alimentares garantiu um superavit da balança comercial da região de US$ 2,5 bilhões no primeiro trimestre deste ano, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. No mesmo período, a balança comercial brasileira registrou deficit de US$ 5,55 bilhões. Isso significa que, sem o superavit comercial do Brasil Central, o deficit brasileiro poderia ter sido 50% maior, entre janeiro e março deste ano.

A movimentação econômica da região é essencial para a manutenção do Brasil como potência do comércio exterior. A soja, o milho, o ferro, as carnes, entre outros tantos produtos que vendemos para Ásia e Oriente Médio, geram empregos e renda para nossos estados e são primordiais para a 22ª posição do Brasil entre os 195 países exportadores do mundo.

A diversificação da pauta de exportação do Brasil Central é outra realidade confirmada pelos números. Não vendemos apenas as commodities in natura. Estamos colocando à disposição do mercado internacional mais produtos de valor agregado, graças ao crescente processo de industrialização da região. Nos dois primeiros trimestres, a venda de semimanufaturados aumentou 2,5% em média e a de manufaturados ficou estável. 

O Brasil Central está preparado para ser o protagonista da retomada do processo de crescimento econômico no País. A firme decisão dos governadores de levar adiante o conjunto de medidas evidencia que somos capazes de deixar diferenças partidárias de lado para atuar em prol do bem comum e que superamos a fase de mero corredor logístico para nos tornarmos agentes do desenvolvimento econômico.

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