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Gilberto Verardo: "Mudanças climáticas e de atitudes"

Gilberto é psicoterapeuta

Redação

25/10/2015 - 00h00
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A fragilidade dos valores (todos eles) que dão sustentação ao nosso modelo social, não dão mais direções corretas ou adequadas. Por isso o aumento das incertezas em todas as esferas da atividade humana.

Tal fato, por mais simplório que possa parecer, têm gerado uma sensação de desconforto bastante incômoda. Enquanto a intuição humana sente uma coisa, os meios de comunicação dizem outra. Não há como ignorar um mal estar social. As atividades humanas se direcionam, entre o bem e o mal, através dos valores sociais. Para àquelas pessoas que possuem nenhum ou baixo senso critico, o mecanismo de somatização surge como ferramenta para minimizar a ansiedade generalizada.

Corpo e mente reage a qualquer tipo de estimulo do meio ambiente, pois depende dele para se adaptar e aprimorar o mecanismo de sobrevivência. Podemos imaginar como corpo e mente, neste admirável mundo novo, ficam sobrecarregados por milhares de estímulos diários. A ciência psicologia deu o nome de estresse. A ciência médica de hipertensão. Pronto esta explicado o problema, mas está longe de ser resolvido. Medicamentos e terapias são medidas provisórias. As duas ciências sabem.

Estamos próximos de uma nova revolução cultural. Devemos sair do centralismo na figura humana e passar a considerar a poderosa influencia que o meio ambiente exerce sobre os mortais.

As mudanças Climáticas estão revelando isso para os entendedores do assunto. Estamos perto de assistir a prepotência humana se encerrar nela mesma. O controle, seja ele social politico ou econômico, começa perder a importância. Dai para frente vale todo tipo de fantasia ideológica para o futuro. 

Um novo desenho para a sobrevivência há que ser desenhado, carregando todos os instintos a ela inerentes.

Após séculos, eis que a humanidade conhece a liberdade, porem não seus fundamentos. Os mesmos instrumentos utilizados para conquista-la (poder e dinheiro) agora são os mesmos que desvirtuaram sua nobre essência. Podemos, hoje, ser livres para escolher, menos ignorar que o mundo que possibilitou a liberdade humana é o mesmo mundo que confunde a logica da sobrevivência. 

Com as mudanças climáticas, a fragilidade do equilíbrio das coisas terrenas FOI PROVOCADA. Não há mais certezas ou garantias para ser livre e responsável. O pacto ente home e mundo do quebrado a um bom tempo. Seus demorados efeitos já não podem ser negados. O resgate da vida mais natural possível se desenha como uma boa opção para mitigar efeitos e se adaptar aos nossos tempos de liberdade de escolha.

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