Artigos e Opinião

ARTIGO

Rapphael Curvo: "Quem é quem"

Jornalista e advogado

Redação

24/11/2015 - 00h00
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Não bastasse a lambança econômica, social, educacional, de saúde e por aí vai, ainda temos que enfrentar a desorganização política e administrativa em que vivemos. Não é difícil saber o promotor de tudo isso, aliás, os promotores orientados por um chefe maior que se julga o dono do Brasil, o “lambanceiro” Lula, até o pescoço com problemas de ganhos “lícitos” que a Lava Jato já está colhendo para o recolher. Este “o cara” está promovendo a maior desestruturação que o Brasil já experimentou em sua vida republicana. Nem na época do Império, o País passava por tamanha sessão de desfaçatez, de voracidade bandida nos recursos públicos, de quebra de hierarquia e de respeito à organização do Estado.

É tragicômico o nosso momento político, coisa que nem Martin Scorsese conseguiria imaginar ou mesmo elaborar um grande evento cinematográfico com esse roteiro. Temos uma presidente que não é presidente, um cidadão comum, despreparado e politiqueiro da pior estirpe, que se julga presidente e dá ordens à governança, uma dupla de meliantes que comanda as duas maiores casas legislativas da República e um admirador do enredo que comanda o Supremo Tribunal Federal. Está aí o cenário do nosso amado e querido Brasil. Não há expectativa de quando isso poderá mudar, afinal, o povo está pasmo e letárgico, sem forças de reação, talvez até incrédulo com tudo que está acontecendo. O maior partido brasileiro, aquele que poderia fazer algo, foge da responsabilidade como o diabo da cruz, altera a data de seu congresso para evitar o encontro com o povo em Brasília. 

A nossa juventude não é muito diferente na questão da fuga de responsabilidade. Mas a ela, se é que pode ser dito, cabe uma justificativa. É uma geração que formou sua personalidade em um mundo sem fronteiras, o mundo globalizado. Isto quer dizer que, diferentemente das outras gerações anteriores, anos 60/70/80, ela não desenvolveu, ante a globalização, o espírito nacionalista, de amor ao solo pátrio, já que solo pátrio se tornou o planeta terra. Não há apegos à bandeira, ao hino e a outros valores patrióticos que foram transmitidos àquelas outras gerações anteriores. Por essa razão, tudo que se passa no Brasil de hoje tem pouco ou nada a ver com eles; se aqui está ruim, muda-se para outro lugar, é o que pensam sem qualquer análise do que acontece no mundo.

Essa nova geração nasceu sob o signo da corrupção, dos inescrupulosos que nortearam a política brasileira nos últimos tempos. As exceções, de valores políticos íntegros, são raras e não foram suficientes para prevalecer ante a bandidagem que grassou por todo o Brasil. Como fator agravante, subiu ao pódio presidencial um ilusionista e mentiroso, que pregava por vitórias e outras conquistas, mas que no fundo agia para depredar o Brasil, motivado pelo sonho megalômano de ser um novo Bolívar das Américas, um chefe de nível mundial, distribuindo riquezas conquistadas com o suor do povo brasileiro, dilapidando nosso patrimônio para agradar seus amigos facínoras do continente americano, bem ao estilo populista que empregou com a realização de benesses e doações de dinheiro à população de forma a cooptá-la para realizações de suas loucuras e delírios mentais.

O povo, por outro lado, ignorante pelo abandono dos governos em oferecer boa educação, sem possibilidade de avaliar os acontecimentos e as malandragens dos seus “líderes”, foi sendo, aos poucos, conduzido a crer que tudo que estava sendo feito era para o seu bem, aderiu às falas de ficção e se chafurdou naquela que é e será a pior crise que o Brasil viveu e viverá. É gigantesca a consequência do que está por vir. Há anos, desde 2004, venho escrevendo sobre o tema de sustentar o País à base de crédito, desconhecendo uma das regras básicas de desenvolvimento de uma economia que é a educação, que gera produtividade, crescimento, avanço em tecnologia e por aí vai, que desemboca na acumulação de riquezas e abundância de empregos, mesmo em momentos críticos como pelo qual passou os Estados Unidos. Para saber por que certos países se desenvolvem e evoluem muito é só pesquisar e ver quem é quem na sua organização estrutural e política. O exemplo atual é a China, que entendeu que apenas sua força de trabalho braçal não a levaria a lugar nenhum. Criou leis dinâmicas e atuais de acordo com um Estado decente e estruturado e todos as respeitam. Então é fácil ver por que estamos vivendo este momento e que será difícil por muito tempo, é só pesquisar e descobrir quem é quem. 

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