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Valmor Bolan: <br>"As verbas do Fies"

Valmor Bolan: <br>"As verbas do Fies"

Redação

23/02/2016 - 00h00
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É uma vergonha o governo brasileiro manter o contingenciamento das verbas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), penalizando assim os jovens que procuram a universidade para estudar. Apesar de o governo ter dito, em campanha eleitoral, que não mexeria nos recursos da educação (chegou até a falar em “Pátria Educadora”), não cumpriu a palavra de campanha, justificando os cortes por conta do ajuste fiscal. 

O fato é que não poderia haver tais cortes, tendo em vista que o governo tanto falou em prioridade na educação. O que falta, na verdade, é vontade política, determinação, pois justamente este é o setor que não pode haver faltas de investimentos porque se trata do futuro do nosso País. Agora é a hora de decisões que promovam a educação, pois não se trata somente de uma questão técnica, mas efetivamente de uma decisão política. 

No primeiro semestre de 2015, o Fies teve 252.442 contratos (de 500 mil pedidos), em valores, na época, de R$ 2,5 bilhões, o que demostra grande demanda. Mesmo com o estudante tendo de pagar depois o financiamento, após a conclusão do curso universitário, o MEC não conseguiu fazer valer a propaganda feita: “mesmo em ano de ajuste fiscal, há compromisso do governo com a educação”.  Para o desembargador federal José Antônio Lisboa Neiva, “na medida em que os apelados [alunos] estão inscritos regularmente no Fies, o atraso na liberação dos valores respectivos, principalmente em decorrência de falha do próprio sistema, não poderia ter impedido a realização da matrícula, muito menos legitima a cobrança, por parte da instituição de ensino, diretamente dos alunos do montante que deveria ter sido repassado”. O MEC está tendo várias ações judiciais nesse sentido, criando com isso um drama para os jovens universitários, afetados pela instabilidade do sistema. 

É preciso que o governo evite isso, buscando todos os meios para que, nessa área, não faltem recursos. Por mais grave que seja a crise econômica e política, o governo deve aproveitar o momento de crise como oportunidade para demonstrar realmente o comprometimento com a educação no País e cumprir com as promessas feitas em campanha. O setor que não pode sofrer redução de investimento é o da educação, por isso damos todo apoio àqueles que têm buscado cobrar do governo a garantia de recursos para o Fies e outros programas de apoio ao estudante.

 

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