Símbolos fantasiosos, falácias, engodos, manobras de marketing, propaganda enganosa, são fartas na República, desde o golpe (de verdade), que implantou essa forma de governo, sem dúvida desvinculada de nossa autenticidade que, entre algumas iniciativas, nos legou o lema positivista ORDEM e PROGRESSO. A primeira não temos. Progresso temos experimentado, em especial, nas comunicações, porque ele é inevitável, mas não o temos na ética, na educação sistemática e na saúde, itens em que ocupamos vergonhosa posição no “ranking” mundial das nações.
Governos da República têm tido lemas simplesmente ridículos. Lembremos o “congelamento”, o “inflação zero” “câmbio um por um” (real por dólar). “Papagaiadas” que nos legaram a imagem de cidadão tolo, bem ilustrada pelo episódio em que um cidadão, baixando a porta de um supermercado, brada: “está fechado, em nome do Presidente...” completando com o nome do então presidente. Uma comédia. As manifestações dessa natureza nos valeram o conceito, nada honroso, de cidadão crédulo e nada crítico, ilustrado por uma propaganda comercial em que um cidadão português diz, em bom sotaque lusitano: “Esta nem brasileiro acredita”.
A República “abortou” a evolução de uma nação que já figurava entre as mais evoluídas da época, dona de uma produção naval de ponta, líder em comunicação (o telefone nasceu fora e aprendeu a andar aqui), que tinha uma das bibliotecas de maior acervo do mundo; um observatório dignode lembrar Galileu Galilei; uma floresta (a da Tijuca) referencial para todos os município no pais. A carência deste “recurso de vida” só aumenta. Em nosso período monárquico (o de nossa autenticidade) tínhamos ferrovias. A república abandonou essa opção, traçou rodovias, menos eficazes, especialmente para transporte de “produtos perigosos” e minérios. A “Transpantaneira” e a “Transamazônica são simples “atestados de estupidez”. O nosso Corpo de Bombeiros é legado do Nobre Brasil Império. Nossa moeda era o respeitado “Réis”. Cunhado aqui, pois a Casa da Moeda é também legado do Brasil autêntico.
O crédulo e pouco crítico brasileiro, no Plebiscito 1993, “embarcou” nos engodos: “Na República presidencialista, você pode ser presidente”. “O voto proporcional é o melhor, garante o pluripartidarismo e faz partidos fortes”. O presidencialismo que temos, favorece reeleição e mais reeleição, sob financiamento de favorecidos, atribui a legisladores a multiplicação de empregos para protegidos. Empreguismo de forma combinada com líderes do partido no governo e “nanicos” a ele vinculados. Agora se sabe bem como. O cidadão crítico examina literatura e, ao fazê-lo, logo verá que o parlamentarismo monárquico tem a família como célula da evolução, preservação cultural, patrimonial e hierarquia naturais.
A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (finadas) são o melhor exemplo do inverso desses valores. Para se firmar como estado superior às nações, sob a Filosofia Marxista, eliminou (por fuzilamento) a família do então chefe de estado (o casal e seus cinco filhos). Beijamim Constant, o articulador da República, propôs o “fuzilamento” de toda a Família Imperial, ao que Deodoro respondeu: “isto, eu não permito”. Antes de embarcar, o Imperador ouviu de Deodoro a oferta de quantia em moeda brasileira (bem cotada, na época) para ele viver com a família no Exílio, “por algum tempo”. D. Pedro II indagou: “Foi aprovado pelo Parlamento?” e, diante da negativa, exclamou: “Não é legal...não aceito”. Quanta diferença dos dias republicanos!
O Brasil que nasceu e se fez estado sob o parlamentarismo monárquico, éímpar na América, a partir do seu idioma, libertou-se de sua maior mancha, a escravidão, pela primeira mulher chefe de estado de sua história (Princesa Isabel), pode voltar a ser a potência que era, estabelecer a ordem, recuperar o valor família... renascer. Basta que seus filhos o queiram autêntico.