O governo Temer é o maior oximoro político dos tempos modernos: uma grande impopularidade, não obstante sua inegável eficiência na conquista de resultados.
A conhecida interjeição “É a economia, idiota!”, atribuída a James Carville, assessor de Bill Clinton, na campanha presidencial de 1992, para dizer que é o ambiente econômico o fator decisivo de popularidade de um presidente, encontra no Brasil de hoje marcante exceção.
Daí a maldição dos 3%: 3% de inflação, 3% de juros reais, 3% de crescimento econômico, em curso de ser alcançado, e 3% de popularidade do presidente, o líder do processo. Só não se sabe quanto tempo essa contradição durará.
Os fatos, porém, teimosos como são, falam por si sós, como lecionou o longevo John Adams (1735-1826), teórico do Iluminismo, grande líder da Revolução Americana, fervoroso defensor da meritocracia e segundo presidente dos Estados Unidos: “Os fatos são teimosos; e sejam quais forem nossos desejos, inclinações ou os ditames de nossas paixões, eles não podem alterar os fatos nem suas evidências”.
Temer recebeu o governo com uma inflação acima de 10%, derrubando-a para abaixo de 3%, fato que representa notável proteção do poder aquisitivo do salário da grande massa de trabalhadores, gerando consumo e consequente crescimento, pela redução da ociosidade do nosso sistema produtivo.
O desemprego, que atingiu 13,7%, já caiu para 12,4%, devendo baixar para 11%, até o fim do corrente ano, e para 8%, no curso de 2018, em razão da recuperação da economia e da reforma trabalhista, corajosamente empreendida por Michel Temer, imperiosa necessidade, reconhecida pelas pessoas inteligentes e bem informadas, mas temida por todos os presidentes, pelo seu potencial de impopularidade promovido pelo populismo bolivariano, especialista em prometer o céu na terra, ainda que ao preço do comprometimento da estabilidade financeira pública e do bem-estar das gerações futuras.
O ano de 2018 deverá bater todos os recordes em matéria de geração de empregos. Só por má-fé ou desinformação pode-se condenar a reforma trabalhista.
Com 3% da população mundial, o Brasil responde por mais de 90% das reclamações trabalhistas do globo. Pelos critérios processuais da Inglaterra, mais de dois terços das reclamações trabalhistas processadas no Brasil seriam condenadas por litigância de má-fé, com severas punições extensíveis aos advogados.
Não foi sem razão o desencanto do jurista Orlando Gomes, um dos pioneiros do direito do trabalho brasileiro, com a farsa em que se transformou a prática trabalhista entre nós. Partindo do mais recessivo ambiente econômico de nossa história, a retomada em curso do PIB deverá ensejar um crescimento na faixa dos 4% em 2018.
Temer recebeu uma taxa Selic de 14% e já a reduziu para 7,5%, facilitando a retomada dos investimentos, com juros reais da ordem de 3,5% a.a. para o investidor.
Com um endividamento da ordem de 70% do PIB, a queda de cada ponto porcentual da Taxa Selic representa uma diminuição de 42 bilhões de reais, ao ano, do custo da dívida pública.
Se a reforma da Previdência for aprovada, coisa que Lula e Dilma sabiam indispensável, mas não levaram adiante por pusilanimidade, diante das chantagens de nossas viciadas centrais sindicais, a taxa de juros cairá ainda mais.
Um recorde histórico. Nosso superavit comercial, que beirou a zero, deverá chegar a 80 bilhões de dólares, ainda neste ano.
Para a desgraça nacional, temos, hoje, a pior oposição da história do País. Para ela, o que importa é a retomada do poder a qualquer preço, mesmo conducente à trilha suicida da Venezuela de Hugo Chávez e Nicolás Maduro. Ela mente, agora, em seu desesperado empenho para evitar a prisão do seu líder, que o governo Temer gastou 14 bilhões para comprar a derrubada das denúncias de Janot.
Boa parte da população acredita nisso, porque não sabe que emendas de parlamentares ao Orçamento de 2017 têm que ser liberadas no mesmo ano, conforme a lei. O professor da FGV Carlos Pereira explicou no jornal O Estado de São Paulo que, num índice de zero a 100 de custo da governança, Temer tem 15, Dilma chegou a 88, e Lula, a 95.
Os fatos são teimosos, e eles marcham para fazer do impopular presidente de hoje um grande eleitor no pleito de 2018.