Estamos numa frágil democracia: as instituições claudicam e os poderes não têm a compostura que deveriam ter. E o povo? Ora, o povo que se dane. O que ocorre no Brasil não é uma popular bagunça.
Na verdade, é uma orquestrada campanha, regida pelos seguidores do famoso e brilhante comunista italiano Gramsci, visando corromper o chamado senso comum. A análise é feita pelo professor Flávio Gordon, no seu livro: "A corrupção da inteligência". Tudo isso torna difícil, para o senso comum, perceber a inteligente orquestração da nova modalidade de ação do chamado sistema comunista.
A Revolução russa percebeu, algum tempo após histórica vitória, que tinha o comando do país: o poder de decisão e condução do Estado, faltando a conquista da chamada hegemonia, vital para que o povo se integrasse inteiramente da nova ordem. Descobriram que o povo era de maioria cristã, de outras religiões e crenças, e que isto colocava a sua fé acima das obrigações para com o novo sistema.
Aí se deu uma das principais causas da falência do sistema, agregadas a outras causas que não produziam conforto e qualidade de vida para povo. É claro que Gramsci deu este diagnóstico como consequência; elaborou com muita competência esse novo processo que visa a busca do Poder e da Hegemonia do povo, ou seja, o senso comum.
A maioria da classe política brasileira é ignorante em relação a tudo isso. Creio, a meu ver, que isso ocorre muito pela baixa bagagem cultural. Assistam aos debates da nossa Assembleia, e me darão razão.
Alguns estão lá há bastante tempo, e por incrível que pareça só conseguiram ficar ricos; é triste reconhecer isso. Pior do que isso é ter gente que os aplaudem, elevando-os ao patamar de “indivíduos competentes” Meu Deus, quanta pobreza!
O Judiciário é uma fortaleza inexpugnável. O que sabemos, ou melhor, o que chega ao conhecimento do povo é estarrecedor; julgam-se príncipes intocáveis. Não sou criador deste conceito, basta ler os jornais. Ministros do Supremo, a todo momento, sendo foco de notícias deprimentes.
Juiz casado com juíza, proprietários de casa própria, recebem ambos auxilio moradia. O pior é a cínica explicação de que têm direitos. Isto é consequência de pleitos cooperativistas. O povo não foi ao congresso transformar esta barbaridade em lei.
Se formos ao congresso ver como estão as leis solicitadas por milhões de assinaturas, veremos que estão paradas ou engavetadas. Este é o País que amamos, temos que fazer alguma coisa, e acreditem: faremos nas eleições. Não é esse o Judiciário que queremos, já tivemos lá: Evandro Lins, Galloti, Hermes Lima, Aires Brito, meu Deus, gente boa não falta, mas, se Lula, Dilma, Temer escolherem ministros, que acham que acontece: isto que está aí. O Judiciário que o povo quer tem a cara do Juiz Moro.
O Executivo é o mais exposto. Eu acreditei, quando militava na UNE, levado por meu colega de turma, José Maurício Teixeira, filho do grande Anísio Teixeira, na redenção do povo. Acreditei na decência do poder público, na dignidade do cargo que os líderes exerciam. Fui cooptado para o movimento estudantil, gostava das ideias, porém, tinha aversão aos métodos. Fiquei por aí.
O governante “moderno” luta para arrumar recursos para fazer obras. Alguns se destacam por fazerem obras úteis ao povo, outros por fazerem da inutilidade sua marca. É de chorar a mediocridade dos obreiros. O País assiste à consequência dos malfeitos.
As concorrências públicas envergonham os pedintes desta terra. A corrupção é bandeira dos governos e a propina é status de competência. Ninguém pensa ou faz algo real pelo povo. Os recursos humanos são exaltados por produzirem vagas de emprego, e só.
Estas barbaridades atingiram, por modelo, toda a Sociedade. Médicos, engenheiros, o universo das fiscalizações é septicêmico. Eu vi outro dia alguém dizer algo inteligente: o único profissional que está enriquecendo honestamente é o Grande Escritório de Advocacia: ganham fortuna honestamente, proveniente de corrupção, dando a esse dinheiro a face da decência.