Segundo a Constituição Brasileira em vigor, todo poder emana do povo, que é quem escolhe os seus representantes a todos os cargos eletivos, ou seja, o povo outorga uma procuração aos eleitos autorizando-os a tomar todas as decisões inerentes à administração pública em todos os níveis de governo, o que nos leva à convicção de que o título de eleitor é a arma mais poderosa que o cidadão tem em mãos para expressar seus anseios e suas esperanças para um Brasil melhor.
É muito preocupante os resultados divulgados por diversos institutos de pesquisas eleitorais efetuadas por todo o País, onde mais da metade das pessoas afirmam que não votarão nesta eleição, ou que votarão em branco, preferindo anular seus votos. Não resta dúvida de que se trata de uma atitude equivocada, em que os eleitores querem demonstrar suas indignações com a classe política. Antes de mais nada, devemos ter ciência de que o País pertence ao povo, e não apenas aos políticos eleitos constitucionalmente.
O momento requer a participação das instituições acreditadas e reconhecidas no País, como a Igreja, a OAB, a Maçonaria, O Lions Clube, O Rotary Clube, as Federações e Confederações de classes profissionais, esclarecendo a população de que votar é preciso, basta que escolham com prudência os candidatos a todos os cargos em disputa, utilizando a sua arma constitucional, ou seja, seu títuloeleitoral. Não votando, o eleitor estaria beneficiando aqueles que eles gostariam de ver fora do poder.
Apesar da crise econômica estabelecida, a qual penaliza os brasileiros de todas as faixas etárias pelo alto nível de desemprego, as instituições estão em pleno funcionamento, com perceptível desarmonia entre os poderes, talvez pela dificuldade de absorção das ações decorrentes do fortalecimento do Poder Judiciário, que pela primeira vez consegue mandar para a prisão políticos suspeitos e condenados por corrupção.
Reverter a tendência de descrédito é uma tarefa muito difícil e caberá aos candidatos, somente eles poderão convencer os eleitores de que o Brasil tem jeito, sim, mas que precisarão estar unidos, candidato/povo, para reconstruir a credibilidade de que tanto necessitamos, como nação, país, instituições e povo irmanados pelo mesmo ideal de ordem e progresso para o desenvolvimento.