Há uma transformação indisfarçável no mundo. O artigo publicado ano passado, pelo chanceler indicado por Bolsonaro, analisando a postura conservadora dos Estados Unidos é o assunto. Defende com galhardia a preservação da identidade histórica de cada país. Acha que o Trump é o guardião desse pensamento.
Tece considerações, bem-postas, sobre a preservação histórica das nações, a individualidade. Ao mesmo tempo, crê numa Europa desarrumada, que age com certo desprezo a sua origem e patrimônio cultural. Neste ponto, discordo do meu ministro; creio que o mercado comum, além da motivação comercial, sobrevive dessa nova união.
O mais importante é a irreversível ideia do pós-modernismo. Esse é o fenômeno que assusta e que foi a base destas surpreendentes eleições. As pessoas cansaram de renunciar o bem-estar individual pelo bem da pátria. O que as estruturas dos governos revertem para o povo? Migalhas! O povo cansou e resolveu mudar, e mudou! Mudou com o Trump, com o nosso presidente, ambos seguiram a maior mudança da democracia moderna: a França, do Emmanuel Macron. Foi eleito por uma ação espetacular do povo francês, surpreendente, como Trump, como Bolsonaro.
Seguindo esse caminho, poderemos caminhar no sentido de que Macron e companhias foram manifestações que estão no âmago da sociedade moderna. O povo, como sempre, procura um caminho. O pensador italiano e professor de Direito em Nápoles Giambattista Vico dizia: “o líder não é quem conduz o povo, e sim, aquele que percebe para onde o povo quer ir e se antecipa”. Assim, na minha ótica, a história foi feita. Se esses novos líderes mudarem o caminho, não terão o povo a segui-lo. A sorte do Brasil foi a coragem do Roberto Jefferson e a mentalidade tacanha do prisioneiro de Curitiba. O perigoso sempre foi o Zé Dirceu.