Enquanto a humanidade procura caminhos que a conduzam a lugares e a situações que revelem dias melhores, Deus, já tendo todas as grandezas possíveis, prossegue em seu processo de revelar sua identidade.
Para ele não existem segredos.
Somente a quem se reconhece humano perdura a insegurança e a dúvida. Em lugar de esclarecer, prefere se esconder e se proteger das possíveis perseguições e condenações.
Mas Deus, em sua sabedoria pessoal, saberia como envolver essa humanidade em seu processo de integração e comunhão. O homem continuará esse ser em busca de respostas para as suas inquietações. E Deus continuará sendo desconhecido por uma grande parcela dessa humanidade.
Sempre será a Bíblia Sagrada que fornecerá as explicações necessárias nas angustiantes buscas. Sempre será nas páginas desse livro que encontrará as necessárias respostas a suas inquietações e dolorosas dúvidas.
Em Atos dos Apóstolos (2:2-12), lemos assim: “Chegado o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se fosse de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceram-lhe, então, uma espécie de línguas de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles”.
Essa narrativa praticamente sintetizou o pensar sobre esse mistério que envolvia as comunidades de seguidores dos primeiros séculos do cristianismo. Esse Pentecostes jogou uma luz que iluminaria as mentes e aqueceria os corações de todos quantos se encontrassem a caminho do Reino.
Mesmo que uma grande parcela continuasse duvidando, essa luz abriu caminhos, iluminou inteligências e surgiram novas comunidades que, pelo testemunho corajoso, transformavam o pensar e o agir de um número sempre crescente de novos cristãos que se dispunham a dar a vida como compromisso de abrir caminhos firmes e corajosos.
O medo desapareceu. A insegurança cessou. O otimismo se espalhou. O testemunho se fez transformador. Nada de fugir, nada a esconder. Tudo era alegria, paz e solidariedade. Ninguém passava necessidade. Tudo o que tivessem era colocado em comum. E todos passaram a crescer no amor e na fé.
Essa seria a imagem da nova comunidade. Esse seria o novo jeito de tratar a que decidisse renunciar aos bens materiais em favor da partilha fraterna. O calor da fé penetrava em seu íntimo e tudo transformava. Em qualquer ambiente que se encontrasse, tudo se transformava.
A paz perpassava os sentimentos. A solidariedade abria caminhos. A partilha renovava a fé. E a comunhão de vidas aumentava a alegria de celebrar a vida. Contudo, saibamos que nem tudo seria festa. Nem tudo seria tranquilidade e paz nas famílias e nas comunidades, lutas por lideranças, ganância por dinheiro e guerras de pertenças. As provações continuariam. Os desentendimentos deixariam feridas em muitos corações. A ganância do poder continuaria dividindo opiniões, alimentando divergências e atiçando as brasas das vaidades. Apesar disso, ainda é gratificante apostar na união dos povos, das culturas das crenças, em favor da paz.