O mistério é algo não para ser desvendado, mas para ser contemplado e admirado. E será sempre um ponto de referência avaliado que atrai os olhares e os raciocínios de quem esteja em busca de enriquecimento pessoal diferente e desconhecido.
Existem mistérios na convivência humana. Existem mistérios na convivência do ser humano com a natureza, com a ciência, com a arte e com as crenças. Especialmente esse infinito universo que está à vista de todos, desafiando-os e proporcionando novidades sem-número.
Para tanto, vale a pena abrir o livro das Sagradas Escrituras e, apesar das limitações do intelecto humano, debruçar-se sobre suas páginas e averiguar quanta sabedoria se encontra ali, não apenas para os caminhos da fé, mas principalmente para os caminhos da vida.
Foi justamente com essa intenção que abrimos o livro de Deuteronômio, em seu capítulo quatro. O autor descreve: “Investiguem os tempos passados que aconteceram antes da criação do ser humano, se houve de uma extremidade à outra algo tão maravilhoso na comunicação entre esse Deus e a criação”.
Sempre haverá de admitir que entre esses seres houvesse, e continuará havendo, uma relação gratuita de graças e de bênçãos. Algo que jamais será possível negar é a realidade, em que o ser humano, seja quais forem sua origem, seus objetivos e seu destino, jamais poderá negar que alguém esteja administrando esse mistério.
Seja nas alturas, seja nas profundidades, seja no universo, sempre haveremos de encontrar sinais e pontos de referência de que alguém, acima do ser humano, tenha organizado esse espetáculo diário e ofertado gratuitamente para a admiração e a contemplação.
Ingrato poderia ser considerado quem não se encantasse e não elevasse seu espírito, caminhando pelos caminhos da fé e da convivência com esses mistérios que envolvem e enaltecem os sentimentos humanos em comunhão com os divinos.
Crer no mistério é crer na vida. Crer na vida é crer no amor. Crer no amor é crer em um Deus Criador e eterno. Crer no eterno é construir a felicidade, não apenas nos sentimentos, mas, acima de tudo, na esperança de uma vida feliz.
Se alguém ainda não encontrou sinais desse Deus, terá de enfrentar algumas interrogações. Especialmente interrogações questionando suas ideias, seus juízos livres e pessoais, em que confiou como pontos de apoio e de segurança pessoal.
Se não tiver honestidade em sua maneira de pesquisar, se não tiver humildade em admitir suas fraquezas na fé, se não tiver sinceridade em rever seus argumentos, dificilmente encontrará a grandeza do mistério que busca e terá de assinar acolhendo a verdade de Deus e a miséria do ser humano.
Ver Deus, ninguém viu. Tocar nele, ninguém tocou. Conversar com ele, ninguém conversou. Só se vê e se escuta no silêncio do coração. Não tenham medo dele, pois caminha no mesmo caminho da paz, do amor e da alegria.
Permitam que os ame, os agracie com suas luzes e os alimente com sua sabedoria. Vivam solidários na paz e no bem.