Cidades

VIDAS NEGRAS

O movimento internacional Black Lives Matter, ou numa tradução livre "Vidas Negras Importam", é uma ação ativista que começou nos Estado Unidos

Saiba como desencadeou todo esse movimento e como todo o mundo abraçou a causa

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O Black Lives Matter, um movimento internacional antirracista e também de luta contra a violência policial contra negros, ganha uma nova dimensão. A morte de George Floyd, por um policial branco,  Minneapolis, Estados Unidos, maio de 2020, deu maior visibilidade ao movimento, que mobiliza milhares de pessoas tanto nas ruas quanto nas redes sociais, além das fronteiras dos EUA. 

O "Vidas Negras Importam" - o Black Lives Matter, numa tradução livre - ganhou uma maior projeção após a morte de George Floyd, fortalecendo -se como uma movimentação antirracista de características internacionais. Está nas ruas, redes sociais, outdoors, camisetas, faixas, cartazes e na boca de ativistas, inclusive, no Brasil. A expectativa é quanto às mudanças futuras que o movimento provocará na sociedade como todo e quais serão as concepções e comportamentos futuros em busca da igualdade entre as raças. 

Conheça os colunistas do Correio do Estado 

O QUE É O MOVIMENTO BLACK LIVES MATTER (VIDAS NEGRAS  IMPORTAM)?

O movimento internacional Black Lives Matter, ou numa tradução livre “Vidas Negras Importam", é uma ação ativista que começou nos Estados Unidos da América (EUA), com o objetivo denunciar e cobrar providências contra a violência contra os negros, especialmente a violência policial. A mobilização veio novamente a baila e ganhou força com a morte de George Floyd, pelo policial  David Chauvin, em 25 de maio de 2020, em Minneapolis. É Com o episódio, a hashtag #BlackLivesMatter desencadeou uma onda de protestos nas redes sociais e ruas. 

 

COMO SURGIU O MOVIMENTO?

O Black Lives Matter surgiu logo após um outro ato de violência, que a exemplo de Floyd, também levou à morte um cidadão americano negro. Conforme os organizadores do movimento, em 2014, Eric Garner foi imobilizado por um policial branco, Daniel Pantaleo, que teria se utilizado de um “mata leão”. Durante a imobilização, Eric gritava – como se deu com Floyd – que não conseguia respirar. Ainda assim, o policial não afrouxou o golpe, provocando uma crise respiratória que acabou causando a morte da vítima.

A  morte de Eric gerou revolta na comunidade e é nesse contexto que surge o  Black Lives Matter. O movimento foi desencadeado com a proposta de denunciar a desnecessária violência da polícia americana quando abordava pessoas negras e de cobrar respeito às vidas negras. Muito usada pelo movimento, a frase de Eric e George, “não consigo respirar”, tem sido utilizada como grito de protesto nas ruas.

O MOVIMENTO VIDAS NEGRAS IMPORTAM NO BRASIL

O “Vidas Negras Importam” venceu as fronteiras dos Estados Unidos e adquiriu características internacionais. Se nos EUA o Black Lives Matter continua  enchendo as ruas, com um número cada vez maior de adeptos, no Brasil o movimento também tem gerado impacto, com manifestantes sendo levado às ruas, lembrando não apenas as mortes de Eric e Floyd, mas também de brasileiros mortos por policiais, particularmente em São Paulo e nas favelas do Rio de Janeiro.  

Artistas, personalidades políticas e até torcidas organizadas dos principais clubes brasileiros têm feito protestos, denunciando a violência policial e cobrando das autoridades brasileiras uma política de segurança pública que respeite a população negra. Assim como nos Estados Unidos, os brasileiros têm reagido ao chamado racismo estrutural que também aflige o País.  

 

QUAIS FORAM AS CONQUISTAS DO BLM?

Para os organizadores do movimento, ao se fazer um balanço do Black Lives Matter, é possível constatar que tem havido grandes avanços, com conquistas para a população negra, como maior visibilidade política em decorrência de sua expressão numérica e capacidade de organização. Nas recentes eleições presidenciais nos Estados Unidos de 2020, o republicano Donald Trump e seu rival, o democrata Joe Biden, propalaram terem políticas certas para melhorar a vida dos afro-americanos. O Estado da Geórgia, por exemplo, não apoiava um candidato democrata desde 1992, condição revertida em 2020, com a vitória de Biden. O número de afro-americanos elegíveis para votar chegou a 30 milhões no ano, gerando um recorde de comparecimento às urnas. O movimento Black Lives Matter aumentou a sua mobilização política que, de acordo com o instituto de pesquisa Pew Research Center, já representa 12,5% do eleitorado dos EUA.

Para alguns ativistas, no Brasil, apesar da crescente adesão à ideia do “Vidas Negras Importam”, ainda há muito a se conquistar no respeito à  população negra. Estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ainda apontam apontam uma realidade social muito discriminatória. Pelos levantamentos, a cada três assassinatos registrados o País, dois são de jovens negros. Além disso, apesar de a população negra representar perto de dois terços de todos os cidadãos economicamente ativos, os negros permanecem relegados a serviços de base, com salários menores. Na média do país, cerca de 60% dos desempregados são negros.

 

COMO PESSOAS NÃO NEGRAS PODEM AJUDAR O MOVIMENTO BLACK LIVES MATTER?

É de se destacar que o Black Lives Matter não está restrito a negros. Como tem se dado nos Estados Unidos, tem crescido a participação ativa de brancos  no movimento, tanto nas ações de rua quanto nas redes sociais. O entendimento é de que a luta antirracista deve ser de todos. A proposta é de que a branquitude se implique na causa de maneira honesta de modo que haja efetivamente um passo social a frente no assunto. É consenso que a mobilização é uma responsabilidade de toda a população - negra e branca.

A PAUTA DA REPRESENTATIVIDADE NEGRA

Com a expansão do Black Lives Matter, muito se tem falado sobre representatividade negra. Contudo, muitas pessoas desconhecem o real significado e o seu efeito. É pacífico o entendimento de que o tempo é de pluralidade e também de mudança de paradigmas. Os movimentos crescentes, liderados por minorias historicamente invisíveis vêm ganhando espaço não apenas nas ruas, mas também nos vários campos da sociedade, mostrando a urgente necessidade de ressignificar padrões comportamentais.

Atualmente, percebe-se que o movimento evoluiu para um sistema que se propõe lutar não só contra a violência policial, como também contra as condições econômicas, sociais, culturais e políticas que oprimem os negros. A meta é ampliar a os debates de maneira que se sobreponha a questão da violência de Estado, avançando sobre todas as formas em que os negros ficam em mãos do Estado, privados dos seus direitos humanos fundamentais e de sua dignidade.  

MUDANÇAS ESPERADAS

A movimentação “Vidas Negras Importam” alimentou inúmeras manifestações antirracistas em como Inglaterra, França, Austrália, Japão e Brasil, já sendo possível identificar seus impactos em diferentes áreas, até mesmo a retirada oficial de monumentos históricos de linguagem racista em vários países. Os organizadores do Black Lives Matter sustentam que a maior mudança pretendida é o rompimento do estado do silêncio, que os abusos sejam denunciados e punidos. Além disso, que os negros sejam tratados com respeito à sua integridade e dignidade.

CONCLUSÃO

O Black Lives Matter é apenas um embrião da conscientização de que não somente as vidas negras importam, mas todas as vidas, sejam elas negras, brancas, amarelas, etc. As lutas terão como alvo não apenas a violência policial, mas também tudo aquilo que atente contra a dignidade humana. 

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POLÍTICA

Ex-deputada estadual, Grazielle Machado morre em Campo Grande

A filha do deputado Londres Machado estava internada com infecção generalizada

24/06/2026 07h45

Grazielle Machado, filha do deputado estadual Londres Machado, teve infecção generalizada

Grazielle Machado, filha do deputado estadual Londres Machado, teve infecção generalizada Reprodução: redes sociais

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Grazielle Machado, de 45 anos, faleceu na madrugada desta quarta-feira (24), em Campo Grande, após ficar internada devido a uma infecção generalizada.

Os detalhes da infecção que causou a morte da ex-deputada estadual não foram divulgados.

Grazielle Machado é filha do deputado estadual Londres Machado. Ela foi eleita três vezes consecutivas (2004 a 2012) ao cargo de vereadora de Campo Grande e uma vez como deputada estadual. Em 2025, Grazielle foi nomeada para cargo de assessora na Casa Civil do Governo do Estado.

Carreira política

Sua trajetória política iniciou aos 24 anos de idade, sendo eleita por três vezes seguidas ao cargo de vereadora em Campo Grande. Em 2015, aos 34 anos, Grazielle Machado assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, sendo eleita com mais de 39 mil votos. À época, assumiu a segunda vice presidência da Mesa Diretora.

Em 2004, como vereadora da Capital, em seu primeiro mandato ocupou a segunda vice-presidência da Câmara de Vereadores, a presidência da Comissão de Saúde e Assistência Social e foi membro da Comissão de Segurança Pública.

Em 2007, foi eleita por unanimidade pelos vereadores a 1ª Secretaria da Câmara, tendo a responsabilidade de administrar as finanças da Casa.

Eleita em 2008 para seu segundo mandato, Grazielle além dos projetos legislativos, implantou projetos sociais como Conversa na Varanda que aproximou ainda mais a vereadora da população e Mulheres em Ação, projeto que prioriza a saúde da mulher.

Reeleita em 2012, continuou seu trabalho frente ao legislativo municipal. E em 2014, ingressou na Assembleia Legislativa, sendo a mulher mais votada na história de Mato Grosso do Sul, com 39.374 votos.

Copa do Mundo

Alisson retorna, Neymar treina e deve reforçar seleção brasileira contra Escócia

A partida contra a Escócia encerra a participação brasileira na fase de grupos e vale também a briga pela primeira colocação do Grupo C

23/06/2026 23h00

É esperado que Neymar jogue nesta quarta-feira

É esperado que Neymar jogue nesta quarta-feira Foto: Rafael Ribeiro/CBF

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A seleção brasileira encerrou nesta terça-feira os trabalhos em Nova Jersey antes de viajar para Miami, onde enfrenta a Escócia. A atividade serviu para Carlo Ancelotti ajustar os últimos detalhes da equipe e contou com o retorno de Alisson, além de mais uma participação de Neymar com o elenco.

O goleiro ficou fora do treinamento anterior por decisão da comissão técnica, em um processo de controle de carga, mas voltou ao campo normalmente e não preocupa para o confronto.

Neymar, por sua vez, segue evoluindo na recuperação de uma lesão na panturrilha e deve ser uma das novidades entre os jogadores disponíveis para a partida.

A grande questão para Ancelotti está no ataque. Sem Raphinha, que sofreu uma lesão muscular diante do Haiti, o treinador busca definir quem ocupará o lado direito do setor ofensivo.

Rayan, Luiz Henrique e Endrick aparecem como as principais alternativas avaliadas pela comissão técnica.

Durante os últimos trabalhos, o italiano também fez testes em outras posições. Léo Pereira foi observado em uma formação defensiva, enquanto Endrick ganhou minutos em uma configuração mais ofensiva ao lado de Matheus Cunha. Os jogadores pendurados, como Douglas Santos e Casemiro podem ser preservados.

A tendência é que o Brasil entre em campo com Alisson; Danilo, Gabriel Magalhães, Marquinhos e Alex Sandro; Bruno Guimarães, Casemiro (Danilo Santos) e Lucas Paquetá; Rayan (Luiz Henrique), Matheus Cunha e Vinicius Junior.

A partida contra a Escócia encerra a participação brasileira na fase de grupos e vale também a briga pela primeira colocação do Grupo C. A seleção está empatada em pontos com o Marrocos, e terminar na liderança pode mudar o adversário e o planejamento para a sequência do torneio.

Depois da atividade, a delegação brasileira segue para Miami, onde Ancelotti e um jogador participarão da entrevista oficial da Fifa. O duelo será nesta quarta-feira, às 19h, no Estádio de Miami.

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