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PANDEMIA

Campo Grande, Corumbá e Fátima do Sul têm casos suspeitos de variante

Paciente de Campo Grande não viajou para o Amazonas e é tratado por hospital particular
18/02/2021 09:00 - Daiany Albuquerque


Mato Grosso do Sul investiga três casos suspeitos de infecção pela nova variante brasileira da Covid-19, a P.1, que surgiu em Manaus (AM) e é mais contagiosa que as outras cepas em circulação no País. Os casos são em Campo Grande, Fátima do Sul e Corumbá, este último foi o primeiro a ser detectado no Estado.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), as amostras foram encaminhadas para o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, mas ainda não houve resultado sobre o sequenciamento genético delas e não há prazo para quando o Estado receberá uma resposta sobre a situação.

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De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), o paciente está em um hospital particular de Campo Grande e a amostra foi coletada no início do mês e encaminhada ao Instituto.

Entretanto, diferente do primeiro caso suspeito de infecção pela P.1 em Mato Grosso do Sul, que foi de uma pessoa de Corumbá que viajou para o Amazonas, o paciente de Campo Grande não esteve no estado da Região Norte do País. A Sesau não soube informar, porém, se ele havia viajado para outra unidade federativa que já registrou casos com a variante.

A amostra da Capital foi entregue ao Laboratório Central de Mato Grosso do Sul (Lacen-MS), de onde foi encaminhada para o Instituto em São Paulo, que também é responsável pelo sequenciamento de casos de outros estados brasileiros.

Em nota, a SES informou que “está atenta” às novas variantes e realiza monitoramento de possíveis casos seguindo as recomendações do Ministério da Saúde. 

“Nenhum caso de novas variantes foi confirmado no Estado. Até o momento, foram enviadas para sequenciamento três amostras, que seguem em análise no laboratório de referência nacional, o Instituto Adolfo Lutz. Não há novos suspeitos".

"Quando há algum caso suspeito com histórico de viagem a locais com circulação da nova variante ou casos com clínica e evolução diferenciadas, a área técnica e a Cievs [Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde] estadual acionam o Lacen para envio de tais amostras para a referência”.

O secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, afirmou que os municípios devem aumentar o número de unidades de terapia intensiva (UTIs), para evitar colapso no sistema de saúde com a possível circulação da variante.