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EM MEIO A PANDEMIA

Protesto Fora Bolsonaro bloqueia principal avenida de Campo Grande

Pelo segundo fim de semana consecutivo, manifestantes falam da indignação com o "desgoverno" federal
23/01/2021 12:30 - Brenda Machado, Naiara Camargo, Rafaela Moreira


Carreatas e protestos cobrando o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foram registrados ao longo deste sábado, 23, em dezenas de cidades do País, incluindo capitais como Campo Grande, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre e Brasília.

Campo Grande


Manifestantes realizaram uma carreata na principal avenida de Campo Grande, na manhã deste sábado (23), contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A carreata “Fora Bolsonaro”, aconteceu pela segunda semana consecutiva em todo país.

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O movimento foi organizado por pessoas que afirmam estar inconformadas com o agravamento da pandemia de Covid-19 no Brasil, e o posicionamento que o governo federal vem tomando diante do problema.

Segundo o coordenador do movimento "Fora Bolsonaro" em MS, Agamenon Prado, a carreata se repetiu justamente porque houve muitos pedidos, todos baseados na crise econômica, política e sanitária.

“Há uma adesão espontânea da população, como foi no domingo passado. Nós temos que preservar a democracia, a saúde de nosso povo e o SUS”, explicou.

Não apenas manifestantes, políticos foram vistos na carreata, como o deputado estadual Pedro Kemp (PT) e a vereadora Camila Jara (PT), além de representantes que também mostraram indignação quanto ao rumo da política nacional. 

"O negacionismo contra essa pandemia. A política de mandar o povo não tomar vacina, não usar máscara, recomendar a cloroquina, um remédio que o mundo inteiro não está usando. Tem gente que acredita que vira jacaré tomando a vacina.", disse o presidente do Sindicato Trabalhadores extração e Mineração (Sindiminério-MS), Marcos Vinicio.

Ele completou dizendo que o presidente da república "já caiu de podre", por não reconhecer ao menos o Sistema Único de Saúde (SUS), que é o maior responsável por salvar vidas num momento como este.

Citando a crise econômica, tão comentada por Bolsonaro, Pedro Gavilam, um dos manifestantes, criticou a falta de esforços do Governo para tentar mediar a situação.

"Está deixando empresas irem embora, igual a Ford. A Honda está fechando em Manaus. É um governo que não tem uma política para gerar empregos nesse país.", completou.

Ainda segundo ele, o impeachment seria a melhor alternativa, já que não há esperança em relação à postura de Bolsonaro.

"Quem vota o impeachment dos presidentes são os deputados federais. Aguentar esse governo ate 2022 é deixar o país muito mais quebrado do que ja está.".

Questionada, a Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande disse que não estava colaborando com a carreata e, ao contrário do que mostram as imagens, também não tentou impedir os manifestantes, uma vez que os protestos têm a ver como o "direito de ir e ir de cada um", conforme informaram.

Por não terem dado aval para a carreata, a Guarda também não soube informar o quantitativo de carros presentes, porém, de acordo com o coordenador da Frente Fora Bolsonaro MS, Andre Large, estavam reunidos cerca de 450 veículos.

O coordenador também informou que houve uma tentativa de autorização de interdição de parte da avenida para a realização da carreata, junto a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), porém o pedido foi negado.

Large disse ainda que é impossível não se sentir insatisfeito diante de um líder que nega a pandemia e a classifica como uma "gripezinha", sendo que a mesma tem uma mortandade de 215 mil pessoas.

"Estou defendendo a nossa geração e as gerações futuras. O país tem que ser resgatado e tirado das mãos desse tirando", finalizou.

Organizadas por entidades e partidos da oposição, as manifestações cobraram o chefe do Executivo por sua atuação na pandemia. 

Os pedidos de vacina e de afastamento deram o tom dos atos, marcados por críticas ao atraso na imunização da população contra a covid-19.