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Cratera provoca caos no trânsito

Cratera provoca caos no trânsito

Redação

02/03/2010 - 05h47
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O trânsito nas proximidades da Avenida Ricardo Brandão – destruída parcialmente pela tromba d’água de sábado – nas proximidades do viaduto e da Rua Ceará, interditada devido a cratera, amanheceu tumultuado ontem. Motoristas tiveram de buscar caminhos alternativos. As ruas Nova Era, Joaquim Murtinho, 15 de Novembro e as demais dos bairros Miguel Couto e Jardim dos Estados não suportaram o fluxo de veículos. Nas primeiras horas do dia, o tráfego estava lento e chegou a ficar congestionado em alguns pontos. Às 7h, para consegu ir atravessar a Ceará e entrar na Joaquim Murtinho, motoristas tinham de esperar, pelo menos, cinco minutos. No mesmo horário, o congestionamento na Rua Raul Pires Barbosa prolongava-se por duas quadras, e na 15 de Novembro, o fluxo era intenso. O tráfego de caminhões e ônibus pela Joaquim Murtinho e pela Nova Era também causou tumulto. Os acadêmicos da Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp/Anhanguera) foram os mais prejudicados. Isso porque já não tinham acesso ao campus pela Ceará – por conta da erosão que tomou causa da via em dezembro do ano passado. Agora, alunos também não podem mais entrar nos estacionamentos da instituição pela Ricardo Brandão. Devido aos estragos provocados pela chuva de sábado, a única opção é a entrada da Rua Nova Era. “Está muito tumultuado, fiquei uns 20 minutos parada no trânsito e olha que eu estou de moto. Mas agora já sei que amanhã (hoje) é melhor eu sair mais cedo de casa”, afirmou a estudante de Fisioterapia, Mônica Melo, 22 anos, que chegou à faculdade atrasada para a aula. O funcionário de um dos estacionamentos, Paulo Rogério, 32 anos, disse que o número de veículos que passavam pela Nova Era já havia dobrado desde que a Ceará foi interditada. “Só que agora, que não dá para passar nem por essa outra avenida (Ricardo Brandão), e a quantidade de carros triplicou. O trânsito está caótico, mas acho que é uma coisa que não tem como evitar”. Quem vai para a faculdade de ônibus também reclama da desordem. A acadêmica de Direito, Carla Galiciani, 26, explicou que teve de se utilizar de outra linha do transporte coletivo para não correr o risco de se atrasar. “Eu pegava sempre o 070 (que faz o trajeto entre os terminais General Osório e Bandeirantes e passa pela Ceará), mas hoje (ontem) como não sabia por onde ele ia desviar, preferi pegar o 051 (linha que liga o Terminal Bandeirantes ao Shopping Campo Grande). O problema é que aí eu desço na Ricardo Brandão e tenho que atravessar todo o estacionamento para chegar à universidade”. O comprometimento do acesso à universidade dificultou o trajeto até de quem vai a pé. O estudante de Engenharia Civil, Thiago Marques, 19 anos, mora no Jardim dos Estados e contou que antes de a Ceará ter sido “engolida”, ele utiliza-se da via para chegar à Uniderp. “Agora tenho que desviar pela Rua Alagoas e descer até chegar na Nova Era. Entro na faculdade pelo estacionamento e atravesso o campus. É um caminho bem mais logo, tenho que sair 30 minutos antes de começar a aula, para não chegar atrasado”. A Uniderp/Anhanguera informou, por meio da assessoria de imprensa, que solicitou à Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) a presença de agentes para organizar o trânsito no entorno da universidade e que pediu ao órgão que proibisse temporariamente o estacionamento na Nova Era, para que o tráfego tenha mais fluidez. A instituição também recomenda que estudantes se programem para sair mais cedo de casa e que procurem caminhos alternativos, para evitar transtornos. A aulas na Uniderp não serão suspensas.

transporte coletivo

Prefeita contrapõe Consórcio, apresenta recibos de pagamento e diz que greve é ilegal

Adriane disse que Município tem cumprido todas as obrigações contratuais e que já tomou medidas administrativas e judiciais para encerrar a greve

16/12/2025 16h00

Prefeita apresentou comprovantes de pagamento ao Consórcio Guaicurus

Prefeita apresentou comprovantes de pagamento ao Consórcio Guaicurus Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Contrapondo as declarações do Consórcio Guaicurus, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), que já havia negado estar devendo o concessionário de transporte coletivo, apresentou, nesta terça-feira (16), comprovantes de pagamentos realizados. Adriane também afirmou que a greve dos ônibus é abusiva e que, caso não haja solução em audiência nesta tarde, o problema será resolvido na Justiça.

Conforme reportagem do Correio do Estado, o Consórcio Guaicurus afirma ter dívida de R$ 15,2 milhões, conta que vai de débitos com fornecedores a funcionários. Pela falta de pagamento aos funcionários, a greve foi iniciada nessa segunda-feira (15).

A prefeita disse que todos os repasses devidos ao consórcio estão em dia.

"Todas as verbas que são contratuais, que tem relação do Município com o Consórcio Guaicurus foram feitos os repassos, ou seja, a subvenção de R$ 19 milhões, pagamento de vale-transporte de R$ 16 milhões, o Governo do Estado transferiu R$ 7 milhões, ele fez um acordo de R$ 13 milhões neste ano e R$ 4 milhões ficou para o ano que vem, acordado com o consórcio, então todas as verbas que implicam o Poder Público foram transferidas", disse o secretário municipal de Governo, Ulisses Rocha.

"O que existe é o Consórcio discutindo na Justiça um reequilíbrio da tarifa, aí ele aponta que há uma distorção de x milhões de reais, que isso está sendo apurado e discutido. Ele [consórcio] quer que o município aumente o preço da tarifa técnica para ele poder receber mais valores, essa é a discussão. Então não tem cadê o dinheiro, o dinheiro foi pago. Se o dinheiro foi repassado para funcionários e tem funcionários sem receber, o que a prefeitura pode fazer diante disso?", acrescentou.

Conforme os documentos apresentados pela prefeita, neste mês foram pagos R$ 3.005.705,19 líquidos ao Consórcio Guaicurus.

Além disso, com relação às subvenções das gratuidades do vale-transporte, de janeiro a dezembro foram repassados mais de R$ 19,5 milhões ao concessionário pela prefeitura, além de mais R$ 7,3 milhões pelo Governo do Estado.

A subvenção das gratuidades são referentes aos estudantes da Rede Pública municipal e estadual, pessoas com deficiência (PCD) e idosos.

"Além das gratuidades, o Município aporta também o vale-transporte dos nossos servidores, que são adquiridos e utilizados pelos servidores do município e, rigorosamente está em dia esse repasse. As questões judiciais serão discutidas na justiça, dentro da legalidade e da realidade, tanto do Consórcio como do Município", disse a prefeita.

Adriane disse ainda que, além das gratuidades, o Consórcio Guaicurus recebe dinheiro de pessoas que utilizam o transporte coletivo e pagam por ele e questionou ainda onde o Consórcio Guaicurus estaria investindo o dinheiro.

"O dinheiro que é a responsabilidade do Município foi pago e, se o Município está rigorosamente em dia, a empresa também teria que estar rigorosamente em dia com os pagamentos dos seus funcionários", disse.

Por fim, a prefeita disse que há um processo em andamento na Justiça do Trabalho e que uma audiência a ser realizada nesta tarde pode por um fim na greve, que ela classifica como ilegal, pois houve a paralisação total dos ônibus.

Greve

A greve dos motoristas foi deflagrada nessa segunda-feira, ocasionada pelo não pagamento do salário dos funcionários do Consórcio Guaicurus, que deveria ter sido depositado no quinto dia útil do mês. Outro motivador é o anúncio das empresas do consórcio de que também não devem honrar o pagamento do 13º salário, que deve ser depositado até o dia 20 deste mês.

O Consórcio Guaicurus afirma que o não pagamento salarial se deve à dívida do poder público com a concessionária. Conforme o grupo de empresas, não teriam sido pagos valores referente ao subsídio das gratuidades e do vale-transporte dos servidores, que totalizaria R$ 13,2 milhões.

A informação, no entanto, é negada tanto pela Prefeitura de Campo Grande quanto pelo governo do Estado, que também contribui com o subsídio.

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou, em decisão judicial, que 70% dos motoristas trabalhem durante a paralisação, por se tratar de um serviço essencial de transporte coletivo urbano.

O valor da multa diária era de R$ 20 mil, mas, após nova decisão do Desembargador Federal do Trabalho, César Palumbo, subiu para R$ 100 mil.

Ele exige que os motoristas cumpram com urgência a decisão, que tem caráter de mandado judicial.

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Vestibular UFGD: gabarito preliminar será divulgado nesta quarta-feira (17)

Convocação para as matrículas da primeira chamada está prevista para 14 de janeiro de 2026

16/12/2025 15h45

Foto: Divulgação

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A Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) divulga nesta quarta-feira (17) o resultado preliminar do Vestibular 2026, etapa do processo seletivo aguardada pelos mais de 6,8 mil candidatos que realizaram a prova em 19 de outubro. O resultado final do vestibular e a convocação para as matrículas da primeira chamada estão previstos para 14 de janeiro próximo. 

O cronograma previsto também inclui o período para recursos, que poderá ser acessado nos dias 18 e 19 de dezembro. O Boletim de Desempenho Individual, com a pontuação da redação e o total de acertos, ficará liberado ao candidato durante todo o processo.

No último dia 12 de novembro, o Centro de Seleção divulgou o gabarito definitivo e as respostas aos recursos sobre o gabarito preliminar.

As matrículas serão realizadas pela Pró-reitoria de ensino e graduação (Prograd), com editais e cronogramas próprios, seguindo a ordem de desempenho e o número de vagas disponíveis em ampla concorrência e cotas sociais.

Inicialmente, serão chamados os candidatos que escolheram o curso como 1ª opção, e aqueles que selecionaram como 2ª opção serão convocados apenas se restarem vagas. A lista de documentos pode ser consultada em edital. 

O Vestibular 2026 oferece 984 vagas em 35 cursos presenciais e gratuitos, com provas aplicadas nas cidades de Amambai, Campo Grande, Dourados, Naviraí e Nova Andradina.

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