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FACADA

Defensoria Pública da União diz que Adélio Bispo é humilhado e perseguido em Campo Grande

Pedido de Habeas Corpus foi ajuizado no Supremo Tribunal Federal, DPU alega que agente penitenciário persegue Adélio por facada em Bolsonaro
01/12/2020 16:43 - Eduardo Miranda


Adélio Bispo sofre perseguição, constrangimento e agressões verbais de agentes penitenciários de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul — segundo a Defensoria Pública da União. Por isso, como forma de garantir sua integridade física e mental, o órgão pediu sua transferência para um hospital de custódia e tratamento psiquiátrico de Minas Gerais.  

O Habeas Corpus foi ajuizado no Supremo Tribunal Federal e será relatado pelo ministro Nunes Marques.

Adélio Bispo é apontado como responsável pela facada em Jair Bolsonaro, então candidato à  Presidência da República em 2018, durante evento da campanha eleitoral em Juiz de Fora (MG). Em agosto, o STJ determinou que ele continue na penitenciária federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.

O Ministério Público Federal já pediu o arquivamento do inquérito sobre o atentado a Bolsonaro, e concluiu que Adélio agiu sozinho. 

 

“Bolsonaro homem de Deus”

No pedido de habeas corpus o defensor público da União Jaime de Carvalho Leite Filho junta declarações que narram os constrangimentos de Adélio.  

Em um caso, um agente, identificado como “Davi”, “chegou a jogar a alimentação na cela do sindicado, inclusive dizendo que quem vota no Lula é vagabundo e que Bolsonaro é um homem de Deus”, segundo o relatório.  

O presídio de Campo Grande, conforme alega a Defensoria, não tem condições mínimas para o acolhimento dele, o que gera “riscos da não manutenção do tratamento médico pelo custodiado”.

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