Cidades

CORUMBÁ

Dupla de pitbulls ataca idoso e cavalo e animais são mortos

Dupla de pitbulls ataca idoso e cavalo e animais são mortos

DA REDAÇÃO

05/08/2011 - 08h25
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Dois cães adultos da raça pitbull foram mortos por policiais militares ambientais (PMA), na rua Joaquim Murtinho, área central de Corumbá, na tarde de ontem (4) .

De acordo com a nota informativa da PMA, a guarnição foi solicitada para dar apoio a equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, que atendiam a ocorrência de ataque de cães na via pública.

Segundo informações contidas nos relatos, um idoso de 74 anos, passava pelo local com seu cavalo, quando os pitbulls atacaram o animal. O idoso caiu ao solo, levou mordidas e os cães, enfurecidos, atacaram o cavalo, causando graves lesões nas pernas.

A vítima foi atendida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao pronto-socorro municipal e passa bem. A nota informa ainda que populares tentaram conter o ataque, mas foi impossível porque os pitbulls estavam enfurecidos e para evitar que atacassem outras pessoas ou animais, os cães foram mortos.

A PMA informou que procurou os proprietários dos cães, mas não os localizou. A Polícia Militar Ambiental ressaltou que de acordo com o artigo 37 da lei 9.605/98 "não é crime o abate de animal quando realizado por ser nocivo, desde que seja caracterizado".

(Com informações de Diarionline)

AÇÃO

Quarteto do CV morto pelo Choque era comandado por mulher

Com apenas 19 anos, Vanessa era a responsável por toda a logística do grupo, como aquisição de armamentos, organização de crimes e até locação de imóveis

10/10/2026 12h18

Vanessa Thiel, de 19 anos, apontada como líder do grupo ligado ao Comando Vermelho

Vanessa Thiel, de 19 anos, apontada como líder do grupo ligado ao Comando Vermelho Foto: Reprodução

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O quarteto de criminosos ligados à facção carioca Comando Vermelho (CV) mortos na tarde desta sexta-feira (09), em Sidrolândia, tinha como líder uma mulher, chamada Vanessa Thiel de Almeida, de 19 anos, que era responsável por toda a logística do grupo, como aquisição de armamentos, definição de alvos e até locação de imóveis em cidades em que o grupo ia praticar um delito.

O Batalhão de Choque, juntamente com o Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros (Garras), se deslocou até o local da ocorrência, em uma residência na Rua Dolício Pereira da Silva, no Bairro Alto da Figueira, para cumprir um mandado de prisão e outro de busca e apreensão contra Jonas Gabriel de Souza Sales, de 19 anos, e Miguel Felipe Santana, de apenas 17 anos.

“Chegando nesse endereço, logo na entrada, havia um indivíduo que estava no quintal e armado. Foi dada voz de abordagem pela nossa equipe no portão e esse indivíduo apontou a arma para nossa equipe policial, não tendo opção da nossa equipe a não ser neutralizar essa ameaça efetuando disparos”, explica o major Cleyton, do Choque, em coletiva de imprensa, neste sábado (10).

Depois disso, o restante da equipe policial seguiu para dentro da residência, onde mais um indivíduo armado foi localizado, mais especificamente na sala. Mesmo com a voz de abordagem, o suspeito atirou contra os policiais e também foi alvejado pelos militares, sendo o segundo alvo detido. Porém, a ação continuou nos outros cômodos da casa.

“No primeiro quarto havia mais um indivíduo que estava armado. Esse indivíduo, mais uma
vez, acabou efetuando disparos, que acertaram o escudo da nossa equipe. Diante disso, a nossa equipe efetuou disparos contra ele, cessou a injusta agressão, dando continuidade e indo para o último ponto [do imóvel]”, detalha.

O quarto e último alvo também foi alvejado depois da ordem dos policiais para se render, o que não foi seguido pelo indivíduo, que efetuou mais disparos contra a equipe e foi atingido. 

“A partir disso, foi feito o desarme de todos os indivíduos e pude constatar que todos estavam com sinais vitais. Todos eles foram socorridos com vida até o hospital local [Hospital Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia], mas infelizmente acabaram vindo ao óbito e não resistiram aos ferimentos”, afirma o major.

Além de Jonas e Miguel, também morreram na ação Vanessa Thiel e Thalyson Miguel Acosta de Oliveira, de 21 anos, o mais velho dos quatro.

Durante a operação, os policiais apreenderam quatro armas de fogo, sendo dois revólveres calibre .38, um revólver calibre .32 e uma pistola calibre 7,65 mm, que era de posse de Vanessa. Também foi recolhida uma motocicleta Honda Fan 125, apontada nas investigações como possivelmente utilizada em atentados criminosos na região.

Vanessa

As investigações apontam que Vanessa, mesmo que somente aos 19 anos de idade, era a “cabeça” do grupo criminoso, sendo a responsável pela logística, como aquisição de armamentos e organização dos atentados. Como o próprio major descreve, ela detinha o “maior poder de vitalidade, e a maior quantidade de munições estava sob a posse dela”.

Crimes anteriores em outras cidades da região, como Maracaju e Rio Brilhante, também estão associados ao grupo, e Vanessa era uma peça-chave para que os suspeitos conseguissem se alocar em determinada cidade antes de cometer o crime.

“Eles se deslocavam até cidades mais próximas e realizavam a alocação de imóvel. É muito mais fácil quando você tem uma mulher para poder alocar, pois eles faziam da seguinte forma, chegavam como situação de casal. A Vanessa, junto com mais um, fingia que era um casal e acabava tendo um pouco mais de credibilidade para fazer a alocação de algum imóvel. Então, eles realizavam atentado naquele tipo de localidade”, comenta.

Ainda de acordo com o major, essa característica do grupo de migrar de cidade para cidade com frequência também dificultava a ação policial, mesmo com os integrantes sendo monitorados há algum tempo pelas forças de segurança. Um crime em Campo Grande também é associado ao grupo.

CV e guerra

Em algumas paredes da residência onde toda a ocorrência aconteceu, era possível visualizar as iniciais “CV”, referência clara à facção criminosa Comando Vermelho, com forte presença no Estado, e trava guerras com outra grande facção brasileira, o Primeiro Comando da Capital (PCC), pelo controle dos principais corredores de drogas do Estado.

No interior da residência, as equipes encontraram ainda latas de tinta spray vermelha. O material será analisado pelos investigadores para verificar uma possível relação com pichações associadas à atuação de organizações criminosas e à disputa por territórios no interior de Mato Grosso do Sul.

“Temos um cuidado muito grande. Assim como nós tivemos ocorrências de confronto em Ivinhema, justamente também por essa guerra territorial, temos visto isso muito na região de Coxim, onde nós tivemos um combate muito contundente ao crime, nas suas mais variadas modalidades. Tivemos muitas ocorrências onde aprendemos várias armas de fogo”, disse o major durante a coletiva.

Números

Por fim, em 2026 e considerando somente ações do Batalhão de Choque, 348 pessoas foram presas em flagrante, 165 capturadas em situação de “foragido da Justiça”, 93 veículos foram recuperados, dos quais a maioria era utilizada para o tráfico de drogas, e 172 armas de fogo foram apreendidas. Especificamente sobre drogas, cerca de 14 toneladas foram confiscadas este ano, gerando R$ 14 milhões de prejuízo ao crime.

Conforme dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS), 150 pessoas morreram por “intervenção legal de agente de Estado”, o famoso “em confronto”, neste ano. Em comparação com os últimos 10 anos, 2026 é o ano mais violento neste cenário, com larga vantagem para o segundo colocado (2023, com 131 mortes).

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FRONTEIRA

PF apreende 17 toneladas de solvente químico para cocaína

Apreensão aconteceu na manhã deste sábado (10) em Corumbá na fronteira com a Bolívia

10/10/2026 11h00

Divulgação / Receita Federal

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A Polícia Federal (PF) apreendeu na manhã deste sábado (10)  aproximadamente 17 toneladas de acetato de etila. O solvente é considerado pelas autoridades como  parte essencial do processo que refina a cocaína base para o cloridrato de cocaína,  q uando o entorpecente está em pó e pronto para o consumo.  

A apreensão   ocorreu em uma operação em parceira com a Receita Federal, na fronteira entre a Bolívia e Corumbá, na região oeste de Mato Grosso do Sul.  

Conforme as informações policiais, o transporte da carga era realizado em uma carreta, e durante a abordagem foi notada incorreções na nota fiscal, com divergências evidentes entre as especificações dos produtos no documento e o real carregado no veículo.

A carga foi então apreendida pela PF de Corumbá, em parceria com as equipes locais de Vigilância e Repressão da Receita Federal.

Para realizar a interceptação do veículo e esquema  a equipe  de Análise de Risco da Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal da 8ª Região Fiscal, com sede em São Paulo/SP (DIREP08) auxiliou na operação.  

Segundo dados técnicos divulgados pelas forças de segurança, o volume apreendido nesta manhã teria um alto impacto no sistema logístico de narcotráfico, uma vez que a métrica para o uso do solvente apreendido renderia ao menos 34 toneladas de cocaína em pó.

A estimativa é que a cada um litro de acetato de etila, sejam produzidos dois quilos da droga, que seria utilizado para abstacer laboratórios clandestinos de produção.

Apreensões de solventes e insumos químicos na região fronteiriça são tratados como prioridades estratégicas para as autoridades policiais no combate ao crime organizado e narcotráfico, uma vez que o objetivo é impedir que o processo de fabricação da droga aconteça, evitando que ele chegue aos centros urbanos.

O motorista da carreta, assim como o veículo foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal para seguir com os procedimentos cabíveis.

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