Cidades

determinação do stf

Embora mais tímidos, supersalários ressurgem entre juízes de MS

No início deste mês, pelo menos 162 dos cerca de 230 magistrados estaduais receberam acima do teto de R$ 71,1 mil. Um teve salário bruto de R$ 156 mil

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Embora em valores menores do que aqueles que apareciam no portal da transparência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul até abril deste ano, os supersalários pagos a magistrados estaduais voltaram a aparecer na folha de pagamento relativa a setembro, que subiu para R$ 139,1 milhões, ante R$ 129,8 milhões do mês anterior.

Em agosto, quando pelo menos 35 juízes e desembargadores receberam salário bruto superior a R$ 100 mil, o valor mais alto havia sido de R$ 112 mil. Em setembro, ao menos 37 romperam a barreira dos R$ 100 mil e um deles recebeu pouco mais de R$ 156 mil. O segundo colocado recebeu R$ 10 mil a menos. O terceiro colocado, R$ 135 mil. 

No começo de maio, antes de entrarem em vigor as restrições ao pagamento dos altos salários,  em torno de 170 dos cerca de 230 magistrados receberam acima de R$ 140 mil, com o máximo de R$ 227 mil. 

Agora, porém, somente dois passaram dos R$ 140 mil. Além do salário-base de R$ 41.845,49, o desembargador com o maior salário de setembro recebeu R$ 16.952,64 a título de “vantagens pessoais”, outros R$ 29.291,84 classificados como “indenizações”, mais R$ 54.773,65 descritos como “vantagens eventuais” e, finalmente, mais R$ 13.947,10 identificados como “gratificações”.

Conforme o site da transparência, o primeiro valor (R$ 16,9 mil) é referente a “adicional por tempo de serviço, quintos, décimos e vantagens decorrentes de sentença judicial ou extensão administrativa, abono de permanência”. O segundo penduricalho (R$ 29,29 mil) é justificado em uma ou mais modalidades denominadas como  “Auxílio-alimentação, Auxílio-transporte, Auxílio Pré-escolar, Auxílio Saúde, Auxílio Natalidade, Auxílio Moradia, Ajuda de Custo, além de outras desta natureza”.

O maior dos acréscimos salariais, superior a R$ 54,7 mil, foi explicado como sendo relativo a “abono constitucional de 1/3 de férias, indenização de férias, antecipação de férias, serviço extraordinário, substituição, pagamentos retroativos, além de outras desta natureza”. Os últimos R$ 13,9 mil são explicados somente como sendo “gratificações de qualquer natureza”.

A soma destes valores deu exatos R$ 156.810,72. Deste montante, porém, pouco mais de R$ 54 mil foram descontados, principalmente para a previdência social (R$ 33 mil). De acordo com os dados do site da transparência, no começo de outubro o desembargador recebeu em sua conta bancária pouco mais de R$ 102 mil.

A restrição ao pagamento dos chamados supersalários a integrantes do Judiciário e do Ministério Público foi definida no dia 25 de março deste ano pelo Supremo Tribunal Federal. A decisão permitiu que os magistrados recebam até 70% acima do teto salarial (R$ 41,8 mil em MS) a título de indenizações. Então, o valor máximo do salário em Mato Grosso do Sul deveria ser de R$ 71,13 mil.

Mas, apesar desta determinação do STF, ao menos 162 desembargadores ou juízes tiveram salário bruto acima de R$ 71,13 mi, conforme evidenciam os dados oficiais do próprio Tribunal.

O retorno de alguns supersalários ajuda da explicar, em parte, o aumento da ordem de R$ 10 milhões na folha de pagamento do Judiciário na comparação como o mês anterior. A principal explicação está na disparada das chamadas indenizações, que também foram repassadas a assessores e servidores concursados da instituição. Em agosto elas haviam custado R$ 22,1 milhões aos cofres públicos. Em setembro este valor saltou 33% e passou para R$ 29,4 milhões

As chamadas vantagens eventuais, aquela que garantiu mais de R$ 54 mil ao primeiro colocado no ranking salarial de setembro, teve um salto percentual ainda  mais significativo, de 54%. No pagamento que saiu no início de setembro o Tribunal desembolsou R$ 3,5 milhões. Agora em outubro, R$ 5,4 milhões. 

SANCIONADA

Governo de MS reduz R$ 5,2 bilhões de déficit previdênciário

De acordo com a Ageprev, o déficit técnico atuarial a ser equacionado está estimado no valor de R$ 6,34 bilhões

14/10/2026 11h30

Agência de Previdência Social de MS (Ageprev) é responsável pelo pagamento de aposentadorias

Agência de Previdência Social de MS (Ageprev) é responsável pelo pagamento de aposentadorias Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado

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O Governo de Mato Grosso do Sul revisou os aportes necessários para garantir o equilíbrio financeiro do regime previdenciário estadual e atualizou o Plano de Amortização para o Equacionamento do Déficit Atuarial do Regime Próprio de Previdência Social do Estado de Mato Grosso do Sul (MSPREV). A atualização reduz em R$ 5,28 bilhões o déficit técnico atuarial a ser equacionado.

Na nova lei, sancionada pelo governador Eduardo Riedel (PP), na edição do Diário Oficial do Governo desta quarta-feira (14), o déficit técnico atuarial a ser equacionado fica estabelecido no valor de R$ 6,34 bilhões.

O déficit atuarial é o desequilíbrio entre o que o fundo de previdência possui (reservas financeiras e contribuições futuras) e o total estimado que ele precisará gastar para pagar todos os benefícios aos servidores (ativos, inativos e pensionistas) ao longo das próximas décadas.

A atualização do plano de amortização do MSPREV teve como base o Parecer Atuarial 2026, da Agência de Previdência Social do Estado de Mato Grosso do Sul (AGEPREV), na data de 17 de junho deste ano. 

Com isso, a redução do déficit atuarial chega a R$ 5,28 bilhões, passando de R$ 11,63 bilhões, estabelecido em 2024, para os atuais R$ 6,34 bilhões.

Os deputados estaduais aprovaram em sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), do dia  16 de setembro, a revisão deste plano de amortização do regime previdenciário.

Os valores dos aportes definidos serão atualizados anualmente pelo índice de inflação definido na Política de Investimento do MSPREV, acumulado conforme Parecer Atuarial 2026 até o último dia do exercício anterior ao de sua exigência.

Agência de Previdência Social de MS (Ageprev) é responsável pelo pagamento de aposentadorias

Em 2024, o déficit técnico atuarial a ser equacionado era no valor de R$ 11.632.652.550,70 conforme apontado no Relatório de Avaliação da Ageprev, na data de 31 de dezembro de 2023. O cronograma definido naquela época pelo Governo do Estado teve como principal diferença no aporte suplementar no período entre 2028 a 2065. Em 2024, era na ordem de R$ 645,696.438,93 e reduziu para R$ 450.637.718,63, em 2026, totalizando R$ 195 milhões de redução.

Agência de Previdência Social de MS (Ageprev) é responsável pelo pagamento de aposentadorias

Outras mudanças

A nova lei também traz funções à Secretaria de Fazenda, como a de apurar os valores efetivamente aportados durante 2026, confrontando-os com o valor total anual previsto para o ano.

Além disso, terá que recalcular os valores dos aportes devidos para os meses subsequentes à publicação da lei, para este exercício, após a compensação dos valores mensais já realizados, tendo por base o saldo remanescente apurado.

A proposição também pretende adequar as estruturas dos Conselhos Deliberativo e Fiscal às exigências estabelecidas pelo Programa de Certificação Institucional e Modernização de Gestão dos Regimes Próprios e Previdência Social (PRÓ-Gestão RPPS), que condiciona a certificação institucional à observância da composição paritária entre representantes dos segurados e do ente federativo nos órgãos colegiados de governança.

O Conselho Deliberativo será integrado por 12 membros titulares e seus respectivos suplentes, escolhidos dentre segurados do RPPS-MS, representantes, sendo:

  • um do Poder Executivo;
  • um do Poder Legislativo;
  • um do Poder Judiciário; 
  • um do Ministério Público;
  • um da Defensoria Pública;
  • um do Tribunal de Contas;
  • três dos servidores ativos;
  • três dos servidores aposentados.

O Conselho Fiscal também será integrado por 12 membros titulares e seus respectivos suplentes, com a mesma distribuição anterior.

"BURACÔMETRO"

Agesul promete remanejar equipes para tapar buraqueira na MS-141

Rodovia que liga Ivinhema a Naviraí desperta indignação dos usuários, em razão das condições precárias de trafegabilidade

14/10/2026 11h00

Buracos

Buracos "infinitos" na MS-141, entre Ivinhema e Naviraí Reprodução Facebook/Alípio Pereira

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Após reportagem realizada pelo Correio do Estado sobre buracos na MS-141, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) informou que está monitorando a situação da rodovia e que o trecho está no cronograma de obras de tapa-buraco.

Mas, para iniciar os reparos, depende de condições climáticas favoráveis. De acordo com a Agesul, é necessário que o tempo esteja firme com sol e sem possibilidade de chuva.

“A execução dos reparos, no entanto, depende da estabilidade do tempo. A região registrou mais de 160 milímetros de chuva desde a última sexta-feira até hoje, o que impossibilita tecnicamente o trabalho no pavimento, que não pode receber manutenção enquanto estiver úmido ou molhado, sob risco de comprometer a qualidade do serviço”, informou a Agesul por meio de nota enviada ao Correio do Estado.

A agência ainda afirmou que, assim que parar de chover, as frentes de tapa-buraco serão deslocadas para a MS-141.

"As equipes de manutenção, que atualmente atuam em frentes onde o clima está favorável, serão deslocadas para a MS-141 assim que as condições climáticas permitirem a execução dos trabalhos com segurança e durabilidade", complementou em nota.

O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio do programa MS Ativo, investe em obras de recapeamento, pavimentação asfáltica e drenagem urbana, no valor de R$ 3 bilhões, nos 79 municípios.

"BURACÔMETRO"

Vídeo de uma rodovia sul-mato-grossense esburacada chamou atenção de internautas e viralizou nas redes sociais.

MS-141, que liga Ivinhema a Naviraí, próximo a Usina Adecoagro, está cheia de buracos e desperta indignação dos usuários em razão das condições precárias de trafegabilidade.

Imagens gravadas em 9 de outubro de 2026 mostram diversas crateras espalhadas pela pista e evidenciam o estado de deterioração do asfalto.

Em alguns trechos, os buracos ocupam boa parte da via, obrigando motoristas a invadirem a contramão para desviar dos orifícios ou até mesmo reduzir a velocidade bruscamente e repentinamente, com risco de colisão traseira.

A situação preocupa quem utiliza a rodovia diariamente e coloca em risco a segurança de quem trafega pelo local. Alípio Pereira denunciou a situação e chamou a situação de “buracômetro”.

“Meu Deus do céu, cara! Difícil achar um lugar que não tem buraco aqui, viu. Está compensando arrancar esse asfalto e deixar na estrada de chão, bem melhor. Não tem condições um asfalto desse aqui. Se eu for filmar aqui, vou ficar o dia inteiro filmando e vai acabar a memória do meu telefone. Essa é a situação do nosso Brasil. Nossa Senhora. Imagina de noite o cara que não conhece a estrada. Jesus Cristo! Vergonha!", narrou no vídeo.

O vídeo foi publicado em 11 de outubro e, até às 12 horas de 14 de outubro, tem 725 curtidas, 464 comentários e 209 compartilhamentos.

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