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Energisa multiplicou por 5 número de equipes neste domingo

Conforme a empresa, todos os mais de 7 mil locais de votação foram mapeados e os quase 700 profissionais foram distribuídos de acordo com estes endereços

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Por conta das chuvas que desde a madrugada atingiram boa parte das regiões sul e central de Mato Grosso do Sul, a falta de energia atingiu pelo menos 19 dos 79 municípios do Estado neste domingo (4) de eleições gerais, segundo informações da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). 

Segundo a Energisa, porém, “nenhuma cidade teve o fornecimento de energia interrompido por completo. As ocorrências tiveram início na madrugada, quando também começaram a ser atendidas pelas equipes de plantão. Às 07h, horário de início das eleições, apenas o município de Aral Moreira ainda seguia com impactos em áreas próximos aos locais de votação”.

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mesmo sem energia, as urnas foram ligadas normalmente no horário previsto, uma vez que são equipadas com baterias que mantêm os aparelhos funcionando durante cerca de 12 horas.

Por isso, diz a Energisa, a falta de energia, não causou impacto na votação. Por volta das 11 horas, de acordo com a Energia, “mais de 80% dos casos já foram normalizados. Seguimos com atendimentos nas áreas ainda afetadas. As equipes seguem em campo. Seguimos monitorando e com comunicação direta com o TRE”.

De acordo com a Sejusp, houve registro de falta de energia nos municípios de Paranhos, Novo Horizonte do Sul, Angélica, Aral Moreira, Bataguassu, Caarapo, Campo Grande, Dourados, Iguatemi, Itaquirai, Ivinhema, Jateí, Maracaju, Nioaque, Laguna Caarapã, Nova Alvorada, Nova Andradina, Ponta Porã e Ribas do Rio Pardo.

Além destas 19 cidades, no começo da manhã o Tribunal o Tribunal Regional Eleitoral informou também que ocorreram problemas de abastecimento de energia nos municípios de Brasilândia e Corguinho.

Conforme a Energisa, para este dia de eleições a distribuidora disponibilizou quase cinco vezes mais profissionais nas ruas do que num domingo normal. “Ao todo, são 686 profissionais atuando nesse domingo de eleições”, informou a empresa. 

De forma antecipada, segundo a empresa, foi montado “um plano de atuação, com mapeamento de todos os locais de votação no Estado, alocando equipes operacionais em pontos estratégicos, para agilizar e priorizar o atendimento nos locais de votação, para o caso de ocorrências devido as condições climáticas previstas para o Estado”. 

Além disso, a empresa também informou que mantém profissionais atuando no monitoramento técnico e climático e com contato direto com o TRE.

TEMPORAL

Chuva provoca alagamentos pelas ruas de Campo Grande

Temporal registrado desde as primeiras horas deste domingo deixa vias tomadas pela água, provoca falta de energia em bairros da Capital e reduz movimento de eleitores pela manhã

04/10/2026 09h30

 Chuva intensa registrada desde as primeiras horas deste domingo (4) provoca alagamentos em vias de Campo Grande e causa transtornos durante a manhã de votação

Chuva intensa registrada desde as primeiras horas deste domingo (4) provoca alagamentos em vias de Campo Grande e causa transtornos durante a manhã de votação Alicia Miyashiro

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A chuva forte que atinge Campo Grande desde as primeiras horas deste domingo (4) provocou alagamentos em diferentes pontos da cidade e deixou moradores sem energia elétrica. O temporal também interfere na movimentação para o primeiro turno das eleições, com baixa procura pelos locais de votação durante o início da manhã e possibilidade de concentração de eleitores nas últimas horas antes do fechamento das urnas.

Um dos pontos afetados foi a Avenida Presidente Ernesto Geisel, na região central da Capital. O volume de água aumentou rapidamente durante a manhã e houve registro de alagamento no trecho próximo à Rua Antônio Maria Coelho, antes do cruzamento com a Avenida Mato Grosso.

A Ernesto Geisel é historicamente um dos pontos sensíveis durante episódios de chuva intensa em Campo Grande por acompanhar parte do curso do Rio Anhanduí. A avenida atravessa diferentes regiões da cidade e já recebeu intervenções para contenção de enchentes e recuperação de trechos atingidos por temporais.

Além dos alagamentos, moradores dos bairros Estrela Park e Tiradentes relataram falta de energia elétrica durante a manhã deste domingo.

Entre 7h e 8h40, a região central de Campo Grande acumulou mais de 30 milímetros de chuva. A precipitação intensa contribuiu para reduzir a circulação nas ruas justamente nas primeiras horas de funcionamento das seções eleitorais.

A chuva deste domingo ocorre depois de dias de alerta para novas instabilidades em Campo Grande. Na sexta-feira (2), a previsão já indicava possibilidade de temporal durante o fim de semana, inclusive no dia da eleição.

O meteorologista Natálio Abraão havia apontado a atuação de um centro de baixa pressão, responsável pela manutenção do tempo instável e pela possibilidade de pancadas de chuva de intensidade moderada a forte. A previsão também indicava ventos que poderiam chegar a 45 km/h e ocorrência de raios.

O novo episódio acontece enquanto Campo Grande ainda se recupera dos temporais registrados em setembro. No mês passado, a Capital acumulou 151,8 milímetros de chuva e enfrentou vendavais com rajadas de até 87 km/h.

Em 10 de setembro, um dos episódios mais severos deixou cerca de 37 casas destelhadas, derrubou árvores e atingiu a rede elétrica em diferentes regiões. Também foram registrados alagamentos e danos em espaços públicos.

A Prefeitura decretou situação de emergência em razão dos estragos, posteriormente reconhecida pela União. O município aguarda recursos federais estimados em R$ 40 milhões para recuperação dos locais atingidos.

Neste domingo, a combinação entre solo já castigado pelas chuvas anteriores e novos volumes elevados de precipitação volta a colocar áreas historicamente vulneráveis a alagamentos em situação de atenção.

Movimento nas eleições

O impacto do temporal também pode ser percebido nos locais de votação. A chegada dos eleitores ocorre em ritmo abaixo do normalmente observado durante as manhãs de eleições anteriores.

A preocupação é que o movimento reduzido nas primeiras horas provoque concentração de eleitores no período da tarde e formação de filas perto do encerramento da votação, marcado para as 16h em Mato Grosso do Sul.

O cenário ganha importância porque, neste primeiro turno, cada eleitor precisa registrar seis votos, o que aumenta o tempo médio de permanência diante da urna.

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) informou que as condições climáticas não impedem a realização da eleição e que acompanha tanto os efeitos da chuva quanto ocorrências pontuais de interrupção no fornecimento de energia em Campo Grande.

Segundo o Tribunal, as urnas eletrônicas possuem bateria interna com autonomia aproximada de 12 horas, permitindo a continuidade da votação mesmo nos locais eventualmente afetados pela falta de energia.

**Colaborou Neri Kaspary**

democracia

Poucas urnas falham, mas forte chuva trava ritmo da votação em MS

TRE emitiu nota lembrando que, apesar da forte chuva, a votação segue normalmente e que nem a falta de energia impede a votação. As urnas tem baterias por 12 horas

04/10/2026 08h44

Chuva na região central de Campo Grande superou os 30 milímetros em menos de duas horas, intimidando eleitores

Chuva na região central de Campo Grande superou os 30 milímetros em menos de duas horas, intimidando eleitores Marcelo Victor

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Das 7.272 urnas eleitorais instaladas para o início da votação em Mato Grosso do Sul, dez apresentaram problemas logo no começo da votação, segundo boletim divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) relativo à contabilização feita até às 08:00 horas. Porém, somente uma foi substituída. Nas demais foram feitos ajustes e a votação teve início.

Mas, por conta da forte chuva que desde o começo da manhã atinge boa parte da região sul e central do Estado, a chegada de eleitores aos locais de votação está bem abaixo daquilo que normalmente ocorreu pela manhã em eleições passadas. Na região central de Campo Grande já foram mais de 30 milímetros de precipitação das 07 horas até 08:40 horas. 

E, por conta da lentidão na chegada dos eleitores às urnas, existe risco de formação de filas próximo ao final da votação, às 16 horas em Mato Grosso do Sul. Pelo fato de serem seis votos que cada eleitor terá direito depositar nas urnas, o ritmo é mais lento. Há oito anos, quando o cenário foi o mesmo, os locais de votação ainda estavam com longas filas no final do hopário final da votação. 

Preocupado com a situação, o TRE emitiu nota dizendo que "as condições climáticas não impedem a realização da votação. Apesar dos registros de chuva e de ocorrências pontuais de falta de energia em Campo Grande, a Energisa já foi comunicada e está ciente das situações".  

Informou, ainda, que "está acompanhando as ocorrências e adotando os procedimentos de contingência previstos para garantir que a votação ocorra normalmente.As urnas eletrônicas possuem bateria interna com autonomia de aproximada de 12 horas, permitindo a continuidade da votação mesmo em caso de interrupção no fornecimento de energia elétrica", ressaltou o TRE.

DEFEITOS

Três dos equipamentos com problemas são de campo Grande, onde foram criados 237 locais de votação  e instaladas 2.242 urnas. Na Capital estão cadastrados 640.453 eleitores, segundo o TRE. Em uma destas urnas foi necessário trocar a bateria, em outra os técnicos conseguiram acionar o que chamam de bateria interna. Na terceira ocorreu defeito na bobina de impressão da zerésima. A bobina foi substituída e a votação começou.

Na 18ª zona eleitoral, que abrange Dourados e Douradina, foram dois equipamentos com defeito. Um deles teve de ser reinicializado e no outro, um ajuste na mídia solucionou o problema, segundo o TRE.  A 18ª Zona Eleitoral tem 50 locais de votação, 352 seções eleitorais e 97.864 eleitores. Já a 43ª Zona, que abrange Dourados, Laguna Carapã e Itaporã, conta com 50 locais, 325 seções e 92.903 eleitores.

A troca de equipamento ocorreu em Costa Rica, porque o visor da urna não acendia. Por conta disso, todo o equipamento foi substituído. Além disso, urnas também apresentaram defeitos nas cidades de Cassilândia, Bodoquen, Miranda e Naviraí. 


Ao todo, 2.024.884 eleitores estão aptos a votar em Mato Grosso do Sul neste domingo (4), segundo o TRE-MS. Em Campo Grande, onde está concentrado o maior eleitorado do estado, 640.427 pessoas devem comparecer às urnas. 

No estado são 862 urnas prontas para eventuais problemas. Todas elas passaram pelos procedimentos de preparação, carga e lacração e foram distribuídas aos locais de votação conforme o cronograma da Justiça Eleitoral.

Em todo Mato Grosso do Sul, são 7.272 seções (salas de votação) no primeiro turno, além de cerca de 27,9 mil mesários envolvidos na operação. Os locais foram organizados com identificação das salas, sinalização e estrutura para receber os eleitores.
 

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