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SAÚDE

Campo Grande tem seis casos de Covid-19 em escolas particulares

Secretaria de Saúde de Campo Grande confirma seis infecções pelo coronavírus em professores e alunos da rede particular de ensino desde o retorno
12/11/2020 10:00 - Rodrigo Almeida


Depois de notificar um caso de Covid-19, a Secretaria de Saúde de Campo Grande (Sesau) informou nesta quarta-feira (11) que a escola particular Nota 10 teve mais um estudante com teste positivo para a doença. Agora a escola soma dois casos de Covid-19, o primeiro foi reportado na sexta-feira e notificado aos pais nesta semana. 

Com a confirmação, ao todo seis pessoas foram contaminadas pelo novo coronavírus desde o retorno das aulas da rede particular de ensino em Campo Grande. 

No caso do Colégio Nota 10, os dois alunos estudavam no campus da Rua das Garças, unidade que compreende turmas de cursinho pré-vestibular e do terceiro ano do Ensino Médio, mas eram de salas diferentes.

A assessoria do Nota 10 confirmou a segunda notificação ao Correio do Estado. “Tivemos, sim, a informação de um outro caso registrado hoje. De um estudante da mesma série (não da mesma sala)”, afirmou o colégio em nota divulgada ontem.

Por meio da assessoria, a Sesau afirmou que as aulas de todas as turmas da faixa etária desses alunos e das turmas de cursinho pré-vestibular da escola foram suspensas no primeiro caso, visto que não havia como garantir que os alunos infectados não tivessem tido contato com as demais turmas.  

No entanto, o colégio contrariou a informação, ressaltando que só foram fechadas duas salas, as que eram frequentadas pelos dois alunos infectados. 

No total, o Nota 10 estava com seis salas abertas. “Mas, neste momento, devido ao afastamento comunicado no dia 10, temos 4 turmas [em funcionamento] (duas de manhã, uma à tarde e uma à noite). Foram interrompidas as aulas de uma turma de terceiro e uma de pré-vestibular”.  

A reportagem do Correio do Estado foi até a sede do colégio ontem e observou a permanência do fluxo de pais e alunos.

Biossegurança

As aulas das turmas com casos confirmados já estão paralisadas até o dia 23 de novembro, por conta do primeiro teste positivo em uma aluna para a Covid-19, apresentado na sexta-feira (6).

Como parte do protocolo de biossegurança, a Sesau ressalta que as salas devem passar por higienização completa e as aulas deveriam ser transferidas para o ambiente on-line até a reabertura.

A Sesau afirma ainda que todas as escolas têm a obrigatoriedade de notificar a secretaria caso haja algum resultado positivo de alunos ou profissionais do local.

Segundo a Sesau, desde o retorno das aulas particulares em Campo Grande, três professores e um aluno – todos de Educação Infantil – foram contaminados antes dos casos dos dois alunos de Ensino Médio do Nota 10 desta semana.

Alunos  

Pais de alunos informaram que a retomada já estava bem adiantada na escola e as aulas eram feitas em meio período. Isso é contra o que pensa o técnico de informática Márcio Gomes, pai de um aluno do cursinho. “Não deveria ter voltado sem uma vacina”, assegura.  

Segundo ele, atividades como essa contribuem para a disseminação do vírus, e não dá para achar que ninguém vai se contaminar. “Meu filho estuda em período integral. Depois da pandemia foi só ensino remoto e desde outubro, começo de novembro, as aulas voltaram, mas em meio período”, ressalta.

Sobre como isso tudo impactou os estudos, Márcio Gomes explica que o ensino remoto é a saída. “O sistema encontrado atendeu às nossas expectativas, é o mais plausível para esse momento e o melhor disponível”, relata.

De acordo com a Associação de Escolas Particulares de Campo Grande, não há muito o que temer com a situação. Ela ressalta que “o plano de biossegurança [das escolas] é o mais rigoroso entre todos os segmentos, tanto que há a suspensão imediata das aulas a partir de um único caso”. 

 
 

Felpuda


Outrora bons de votos – faziam adversários temerem o confronto nas urnas –, agora, por mais que tentem, alguns políticos não conseguem, nem de longe, alcançar patamar de outros tempos e voltar ao que eram. 

O pior é que, a cada disputa, a preferência popular só vem diminuindo. Neste ano, a eleição municipal demonstrou que muitos já estão com prazo de validade vencido e rótulo gasto.

E faz tempo, hein?!